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Após queda de araucária, Defesa Civil critica embargo de obra e atuação dos denunciantes

Árvore atingiu galpão durante temporal; Defesa Civil afirma que espécime estava autorizada para supressão e critica paralisação da obra, que segue sob investigação.

Equipes da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Obras e de uma empresa de guinchos realizam a retirada da araucária que caiu sobre um galpão de lazer na Rua João Carlos Gasparotto, em São Marcos, após o temporal.
A remoção da araucária que caiu sobre um galpão de lazer mobilizou, na manhã desta quarta-feira (29), equipes da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Obras e uma empresa terceirizada de guinchos. Segundo a Defesa Civil, a árvore fazia parte da relação de espécimes autorizados para supressão na licença ambiental da obra de prolongamento da Rua João Carlos Gasparotto, que permanece embargada enquanto o caso segue sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público. Foto: Angelo Batecini / São Marcos Online.

A queda de uma araucária sobre um galpão de lazer durante o amanhecer de terça-feira (28), na Rua João Carlos Gasparotto, voltou a colocar em evidência a obra de prolongamento da via, embargada desde junho após fiscalização da Patrulha Ambiental (PATRAM).

A árvore atingiu a cobertura da edificação, localizada nos fundos de uma residência, provocando danos materiais. Ninguém ficou ferido.

Na manhã desta quarta-feira (29), equipes da Secretaria Municipal de Obras e uma empresa terceirizada de guinchos realizaram a retirada da árvore do local, com acompanhamento da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil.

Árvore constava na licença ambiental

Segundo o coordenador da Defesa Civil de São Marcos, tenente Júlio Cristiano da Rosa, a araucária que caiu integrava a relação de árvores cuja supressão havia sido autorizada pela licença ambiental da obra.

De acordo com ele, a retirada dessas árvores estava prevista justamente para reduzir riscos aos trabalhadores que atuariam na execução da obra e também às residências vizinhas.

Durante a operação de remoção da árvore, o coordenador fez duras críticas à paralisação da intervenção e às denúncias que motivaram o embargo.

Na avaliação da Defesa Civil, a permanência da árvore no local acabou contribuindo para que o risco se concretizasse com as fortes chuvas registradas nos últimos dias.

Entenda o embargo

A obra foi interrompida após fiscalização da PATRAM, motivada por denúncias relacionadas à intervenção.

Entre os questionamentos levantados estão possíveis impactos ambientais, a supressão de vegetação nativa, dúvidas sobre a regularidade do licenciamento ambiental e sobre os limites da área onde a obra estava sendo executada.

Desde então, o caso passou a ser acompanhado pelos órgãos competentes. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público, enquanto a obra permanece embargada.

Até o momento, não há decisão definitiva sobre eventual irregularidade no empreendimento.

Proprietário relata prejuízo

O proprietário do imóvel atingido, Juarez Bonella, acompanhou os trabalhos de retirada da árvore e lamentou os prejuízos causados ao galpão de lazer.

O episódio reacendeu o debate sobre os impactos da paralisação da obra. De um lado, permanece a necessidade de apuração das denúncias ambientais que motivaram o embargo; de outro, a queda da araucária trouxe novamente à discussão a avaliação de riscos apontada pela Defesa Civil e os efeitos da interrupção da supressão das árvores previstas na licença ambiental.

O São Marcos Online buscará posicionamento da PATRAM sobre as declarações feitas pela Defesa Civil, e seguirá acompanhando os desdobramentos sobre as investigações e embrago da obra.

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