A mobilização em torno do tratamento da pequena Melinda, de apenas 8 meses, ganhou um novo capítulo positivo nesta sexta-feira. Diagnosticada com baixa visão grave — condição que limita severamente a capacidade de enxergar — Melinda, que atualmente reage apenas a estímulos de luz e não consegue identificar objetos, cores ou rostos, terá as próximas 24 sessões de estimulação visual custeadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Campestre da Serra.
A informação foi confirmada pela mãe, Juliana Cioato, que agradeceu o apoio recebido:
"O secretário Juliano conseguiu o empenho para pagar essas terapias. Agora, teremos três meses de tratamento garantidos, e, caso seja necessário, eles vão renovando o apoio. Somos muito gratos a todos que nos ajudaram até aqui."
O tratamento é realizado em Caxias do Sul e consiste em sessões especializadas de estimulação visual, com o objetivo de potencializar a capacidade residual de visão e ajudar o cérebro da criança a interpretar melhor os sinais recebidos pelos olhos. Não há indicação de cirurgia, pois não existe correção cirúrgica para o quadro.
Segundo especialistas, o estímulo precoce é essencial para crianças com esse tipo de diagnóstico, já que os primeiros anos de vida são decisivos para o desenvolvimento das conexões cerebrais relacionadas à visão. A estimulação visual, aliada a outras terapias, aumenta as chances de que Melinda conquiste maior autonomia no futuro.
Além das sessões de estimulação, a bebê também realiza fisioterapia três vezes por semana — duas delas custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e uma de forma particular. A condição pode ter origem em malformações congênitas ou lesões no sistema visual durante a gestação ou nos primeiros meses de vida, e exige acompanhamento multidisciplinar.
Antes da garantia do custeio pelo município, cada sessão de estimulação visual custava para a família R$ 220, com duas sessões semanais previstas para um ciclo inicial de três meses. Agora, com o empenho oficial, a família respira aliviada, mas segue atenta à evolução e às futuras necessidades da criança.
"No momento, ela percebe luz, mas ainda não identifica formas. Esses estímulos são a nossa esperança para que ela desenvolva a visão que tem", afirma Juliana.

