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Princípio de incêndio controlado por brigadistas reforça importância da prevenção nas empresas

Ocorrência registrada em um pavilhão em fase de instalação foi controlada antes da chegada dos bombeiros, evidenciando o papel das brigadas de emergência nas empresas.

Compartimento da subestação elétrica do novo pavilhão industrial, protegido por grades metálicas e sinalização de
Área da subestação elétrica do pavilhão em fase de instalação onde ocorreu o princípio de incêndio na manhã de quinta-feira (9). A rápida atuação da brigada de emergência conteve as chamas e evitou que a ocorrência se agravasse até a chegada do Corpo de Bombeiros Militar. Foto: Corpo de Bombeiros Militar/Divulgação.

Um princípio de incêndio registrado na manhã de quinta-feira (9), em um transformador de uma subestação elétrica instalada em um pavilhão industrial em fase de implantação, foi rapidamente controlado pela brigada de emergência da empresa antes da chegada do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS).

A ocorrência foi registrada por volta das 8h40. Conforme informações repassadas aos bombeiros, o foco teve início em um transformador da subestação elétrica do novo pavilhão, que ainda não está em operação e passa por fase de instalação. O local possui Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) aprovado.

Por envolver equipamentos energizados de alta tensão, a situação exigia cuidados especiais. Enquanto a guarnição se deslocava até o endereço, os brigadistas da empresa iniciaram imediatamente os procedimentos previstos para esse tipo de ocorrência, realizando o combate inicial ao princípio de incêndio e o desligamento da energia elétrica.

Quando os bombeiros chegaram ao local, realizaram uma inspeção completa da instalação, confirmando que não havia mais riscos e que a situação estava totalmente controlada.

Segundo a corporação, a atuação rápida da brigada foi fundamental para impedir que o incidente tomasse maiores proporções.

Primeira resposta faz diferença

O comandante do Pelotão do Corpo de Bombeiros Militar de São Marcos, sargento Philipe Caldas, destaca que situações como essa demonstram, na prática, a importância da existência de brigadas de incêndio nas empresas.

"É extremamente importante, porque em grande parte das vezes, nos princípios de incêndio, quando há brigadistas, eles controlam o sinistro antes da chegada das guarnições, garantindo a integridade das pessoas e salvaguardando o patrimônio das empresas. No nosso município, temos inúmeros casos de princípios de incêndio, nos últimos anos, que não evoluíram para um incêndio de grandes proporções graças à agilidade e eficiência das brigadas de incêndio."

Conforme o militar, o objetivo da brigada é justamente oferecer a primeira resposta em situações de emergência, reduzindo riscos às pessoas, protegendo o patrimônio e evitando que pequenos focos evoluam para incêndios de grandes proporções.

O que determina a legislação

A formação de brigadas de incêndio é uma exigência para as edificações que necessitam de licenciamento junto ao Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul.

A Resolução Técnica CBMRS nº 15/2023 estabelece que a quantidade de brigadistas varia conforme fatores como a atividade desenvolvida, o grau de risco da edificação, a população fixa, a altura e a área construída.

A norma também determina que os brigadistas estejam distribuídos durante todos os turnos de funcionamento da empresa, garantindo capacidade de resposta imediata em qualquer emergência. Mesmo em locais ainda sem operação, mas que possuam equipes permanentes, como vigilantes, manutenção ou limpeza, esses profissionais podem ser obrigados a possuir formação específica.

A validade da capacitação é de quatro anos para os cursos de níveis básico e intermediário e de dois anos para o nível avançado, sendo necessária reciclagem periódica.

Agilidade evitou consequências maiores

A ocorrência registrada na quinta-feira reforça justamente o propósito da brigada de incêndio: oferecer uma resposta imediata até a chegada das equipes especializadas.

No caso do pavilhão industrial, a rápida identificação do problema, o combate inicial às chamas e o desligamento da energia permitiram que o foco fosse controlado com segurança, sem registro de feridos ou de propagação do incêndio, restando ao Corpo de Bombeiros apenas realizar a inspeção final e confirmar que a situação estava completamente sob controle.

Essa abordagem valoriza o trabalho preventivo realizado nas empresas e evidencia como treinamento, planejamento e cumprimento das normas podem fazer a diferença diante de uma emergência.

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