A interdição total da ponte sobre o Rio das Antas, no km 95,7 da BR-116, entre São Marcos e Campestre da Serra, muda a rotina de quem utiliza diariamente a rodovia para deslocamentos entre a Serra e a região dos Campos de Cima da Serra.
O bloqueio foi determinado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na tarde desta terça-feira (22), após uma vistoria preliminar identificar danos na estrutura provocados pelas fortes chuvas dos últimos dias. Uma avaliação técnica mais aprofundada está prevista para esta quarta-feira (23).
ERS-122 é a alternativa oficial indicada pelo DNIT
Para quem precisa viajar entre Caxias do Sul e Vacaria, nos dois sentidos, o DNIT orienta a utilização da ERS-122.
O trajeto exige um deslocamento maior, passando pela região de Flores da Cunha, Antônio Prado e Ipê, antes da conexão com a BR-116 na região de Vacaria.
Essa é, neste momento, a rota oficialmente indicada pelo DNIT enquanto a ponte permanecer interditada.
Outras alternativas utilizadas pela região
Outra possibilidade historicamente utilizada durante bloqueios da ponte é o acesso pelo distrito de Criúva, em Caxias do Sul, utilizando a região da Ponte do Korff e posteriormente seguindo em direção a São Manoel/Campestre.
Em 2023, quando a mesma ponte permaneceu bloqueada por quase seis meses, esse trajeto foi utilizado como uma das principais alternativas para os moradores da região.
Também existem acessos locais entre Campestre da Serra, Ipê e outras localidades, mas a recomendação é que os motoristas não escolham rotas secundárias apenas com base em aplicativos de navegação, principalmente neste momento de instabilidade climática.
As condições de trafegabilidade podem mudar rapidamente em estradas vicinais e trechos de serra.
Para quem precisa apenas chegar a São Marcos
Quem vem da região de Vacaria, Campestre da Serra ou municípios do entorno e tem São Marcos como destino deve considerar que não será possível atravessar diretamente pela BR-116 no km 95,7.
Da mesma forma, quem sair de São Marcos em direção a Campestre, Vacaria ou outros municípios ao norte deverá fazer o contorno pela rota disponível.
Impacto para cargas, ônibus e serviços
A interdição não afeta apenas veículos de passeio.
A BR-116 é utilizada diariamente por caminhões que transportam mercadorias, ônibus intermunicipais, trabalhadores, pacientes e moradores que precisam acessar serviços em outras cidades.
Em 2023, a interrupção da mesma ponte provocou alterações inclusive no transporte coletivo. Algumas linhas precisaram operar em dois trechos, com passageiros fazendo a travessia a pé e embarcando em outro veículo do outro lado.
Por isso, empresas de transporte, transportadores de cargas, prestadores de serviço e passageiros devem considerar tempo adicional de viagem e alteração de logística enquanto durar o bloqueio.
Sem previsão de liberação
Até o momento, o DNIT não estabeleceu prazo para a reabertura da ponte.
Segundo o órgão, os técnicos estão elaborando relatório e realizando estudos que deverão apontar a solução de engenharia necessária para restabelecer o tráfego com segurança.
A equipe técnica prevista para esta quarta-feira deverá fornecer informações mais precisas sobre a extensão dos danos e os próximos passos.
O São Marcos Online acompanha a situação e atualizará as informações assim que houver novas orientações oficiais sobre rotas, transporte e condições da estrutura.
Motoristas devem respeitar a sinalização e não tentar acessar a ponte interditada.


