Observadores do céu têm uma excelente programação para esta madrugada: o pico da chuva de meteoros Eta Aquáridas. Esse fenômeno acontece quando a Terra atravessa a parte mais densa da trilha de detritos do cometa Halley.
Cada pequeno fragmento deixado pelo cometa, ao atravessar a atmosfera do planeta em alta velocidade, gera um meteoro – fenômeno luminoso popularmente conhecido como “estrela cadente”.
Durante uma chuva de meteoros, vários fragmentos da mesma trilha atingem a atmosfera. No caso da Eta Aquáridas, sua atividade este ano se iniciou em 19 de abril e vai até 28 de maio, com a máxima prevista para a madrugada entre terça (5) e quarta-feira (6), de acordo com o guia de observação astronômica InTheSky.org.
Neste ano, as condições de visualização podem não ser tão promissoras, pois haverá certa interferência da luz da Lua em torno do pico, já que ela estará com 75% de luminosidade.
Duas chuvas de meteoro têm relação com detritos do cometa Halley
A Eta Aquáridas é a primeira das duas chuvas anuais de meteoros associadas ao cometa Halley. A outra é a Oriônidas, que acontece no mês de outubro, bem menos intensa.
Todos os meteoros de uma mesma chuva atingem a atmosfera paralelamente uns aos outros. Isso porque seguem aproximadamente a mesma órbita do cometa ou asteroide de onde se originaram.
No entanto, devido ao efeito de perspectiva, para um observador na Terra esses meteoros parecem se originar de um mesmo ponto no céu, chamado radiante. No caso da Eta Aquáridas, esse ponto fica na constelação de Aquário, próximo à estrela Eta Aquarii, que dá nome ao evento.
O Brasil está em um lugar privilegiado na Terra para testemunharmos o fenômeno, já que a Eta Aquáridas é mais predominante no Hemisfério Sul. “Por aqui, normalmente são esperados entre 50 e 60 meteoros por hora na máxima. No entanto, há casos de surtos que podem gerar algo entre 120 e 160 meteoros em apenas uma hora, embora este ano, a luminosidade da Lua deva atrapalhar bastante as observações”, explica Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital.



