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PATRAM retorna a São Marcos para apurar denúncia ambiental em obra da Rua João Carlos Gasparotto

Polícia Ambiental busca esclarecimentos junto às secretarias municipais após vistoria realizada na área denunciada. Caso envolve questionamentos sobre suposta intervenção em terreno particular e supressão de araucárias e já chegou à Câmara de Vereadores.

Viatura da Patrulha Ambiental (PATRAM) estacionada no trecho final da Rua João Carlos Gasparotto, em São Marcos, durante vistoria realizada na manhã de quinta-feira (4). A fiscalização ocorreu após denúncias relacionadas à obra de ampliação da via e à supressão de vegetação nativa no local.
Equipe da PATRAM esteve no local na manhã de quinta-feira (4) para realizar levantamento inicial sobre as denúncias envolvendo a obra na Rua João Carlos Gasparotto. Nesta segunda-feira (8), os policiais ambientais retornaram ao município para buscar esclarecimentos e documentação junto às secretarias responsáveis pela intervenção. Foto: Divulgação/Leitor SMO.

A denúncia ambiental envolvendo a obra executada pela Prefeitura de São Marcos no trecho final da Rua João Carlos Gasparotto ganhou um novo capítulo nos últimos dias. Após receber informações sobre possíveis irregularidades na intervenção, a Patrulha Ambiental (PATRAM) esteve no local na última quinta-feira, dia 4, e retornou ao município na manhã desta segunda-feira, dia 8, para dar sequência às apurações.

A área fica nas proximidades do Clube de Idosos e tem sido alvo de questionamentos desde o início das intervenções. Os denunciantes alegam que a obra teria avançado sobre área particular e contestam a retirada de vegetação nativa, especialmente exemplares de araucária, espécie protegida por legislação específica.

A Prefeitura, por sua vez, nega qualquer irregularidade e sustenta que a intervenção ocorre em área pertencente ao Município e com o devido licenciamento ambiental.

Fiscalização está em andamento

Em resposta ao São Marcos Online, a PATRAM confirmou que a atuação da corporação tem como objetivo verificar os fatos apontados na denúncia.

Segundo os policiais ambientais, a primeira visita ocorreu durante o feriado de Corpus Christi e teve caráter inicial de levantamento das informações em campo. O retorno nesta segunda-feira ocorre para coleta de informações e documentos junto aos órgãos municipais responsáveis pela obra.

"O motivo da nossa visita é a verificação destas irregularidades. Como a visita para o levantamento ambiental foi feita em um dia de feriado, hoje estamos retornando para fazer o contato com os órgãos da Prefeitura Municipal. Se for constatado algo, serão tomadas as medidas cabíveis para que se responda civil, administrativa e criminalmente pelo fato e dano ambiental", informou a comunicação da corporação ao São Marcos Online.

A manifestação deixa claro que não há, até o momento, qualquer conclusão oficial sobre a existência de irregularidades, mas sim um procedimento de fiscalização em andamento.

Prefeitura apresentou documentação

Em resposta aos questionamentos encaminhados pela reportagem nos últimos dias, a Prefeitura de São Marcos enviou documentos que, segundo a administração municipal, comprovam a regularidade da intervenção.

Entre eles está a matrícula nº 18.064 do Registro de Imóveis, que aponta o Município de São Marcos como proprietário da área onde ocorre a obra.

A administração também encaminhou a Licença de Instalação nº 2611/2026, emitida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em 28 de maio deste ano.

O documento autoriza a ampliação da infraestrutura viária em um trecho de 164,31 metros da Rua João Carlos Gasparotto e prevê a supressão de 25 árvores nativas e três araucárias, mediante compensação ambiental com o plantio de 430 mudas de espécies nativas, incluindo 45 araucárias.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Francine Girardelo, informou anteriormente ao São Marcos Online que a licença foi assinada no mesmo dia em que ocorreu a intervenção questionada, afirmando que a atividade ocorreu dentro dos procedimentos administrativos previstos.

O secretário municipal de Obras, Juca Camargo, também já declarou que a obra segue planejamento técnico e possui respaldo jurídico e ambiental.

Denunciantes mantêm questionamentos

Apesar da documentação apresentada pela Prefeitura, os denunciantes seguem sustentando que existem inconsistências a serem esclarecidas.

Além de questionarem a alegada intervenção em área particular, eles afirmam que a retirada das araucárias merece apuração detalhada, especialmente em razão do período do ano em que ocorreu a supressão da vegetação.

Esses pontos agora passam a integrar a análise realizada pela Polícia Ambiental.

Debate chega à Câmara de Vereadores

A repercussão do caso também alcançou o Legislativo municipal.

A bancada de oposição protocolou um pedido de informações buscando esclarecimentos adicionais sobre a obra, o processo de licenciamento ambiental, os limites da área atingida pela intervenção e demais aspectos técnicos relacionados ao empreendimento.

O requerimento foi encaminhado ao Poder Executivo, que terá prazo para responder formalmente aos questionamentos apresentados pelos vereadores.

Caso segue sob análise

Com a atuação da PATRAM e o interesse demonstrado pelo Legislativo, a denúncia ganha novos contornos e amplia o debate sobre a intervenção realizada no local.

Enquanto os denunciantes defendem que houve irregularidades ambientais e questionam a abrangência da área atingida pela obra, a Prefeitura mantém o posicionamento de que todos os procedimentos foram realizados dentro da legalidade, com respaldo registral, técnico e ambiental.

Até o momento, não houve divulgação de relatório ou parecer conclusivo por parte da Polícia Ambiental. A expectativa é que a análise dos documentos e das informações coletadas junto aos órgãos municipais contribua para esclarecer os pontos levantados na denúncia.

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