Papi Vero: A força e a importância do brincar
Entre risadas, corridas e brincadeiras, o pai constrói vínculos, fortalece emoções e ajuda a formar crianças mais seguras, equilibradas e preparadas para a vida. Confira no artigo do criador do curso Papi Vero, o são-marquense, Duda Scain.
Duda Scin ao lado do filho Lucca, ambos sorrindo. A foto destaca o vínculo afetuoso entre pai e filho, tema central da coluna sobre a importância da preparação masculina para a paternidade. Ao fundo, composição gráfica em tons de laranja com elementos da paisagem urbana de São Marcos.
Em um mundo em constante transformação, o papel do pai na educação e no desenvolvimento dos filhos tem sido cada vez mais valorizado — e com razão. A participação paterna, especialmente por meio do brincar, vai muito além de momentos de diversão: ela molda competências emocionais, sociais e cognitivas que acompanham a criança por toda a vida.
A brincadeira com o pai não é um detalhe na rotina familiar — é uma forma vital de interação que contribui para o desenvolvimento integral da criança. Estudos científicos vêm mostrando que o envolvimento ativo dos pais, principalmente nas brincadeiras, está associado a melhores desfechos comportamentais e emocionais ao longo do tempo. Pesquisadores da Universidade de Cambridge, por exemplo, reuniram evidências de quatro décadas sobre a interação pai-filho e descobriram que brincadeiras de alta qualidade entre pais e filhos pequenos — especialmente aquelas mais físicas, como correr, fazer cócegas e brincadeiras de pega-pega — ajudam as crianças a desenvolver um autocontrole mais robusto e melhores habilidades de autorregulação emocional e comportamental à medida que crescem.
Esse tipo de jogo físico, muitas vezes característico das interações paternas, cria situações divertidas em que a criança precisa negociar regras sociais, lidar com frustrações e aprender a controlar impulsos — habilidades essenciais para enfrentar desafios escolares e sociais mais tarde na vida.
Uma revisão sistemática de pesquisas também indica que a participação paterna em brincadeiras não beneficia apenas o comportamento: ela tem correlações positivas com o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. Mesmo que os padrões de brincadeira variem entre famílias, o envolvimento dos pais em momentos lúdicos pode enriquecer experiências de aprendizagem e apoiar o desenvolvimento de competências como comunicação, resolução de problemas e criatividade.
Além disso, a presença paterna durante o brincar fortalece o vínculo emocional entre pai e filho. Através dessas interações, a criança sente-se segura, valorizada e confiante para explorar o mundo ao seu redor — um fator crucial para a construção de autoestima e resiliência emocional.
Brincar junto com o pai não é apenas “diversão”: é investimento no futuro da criança. Cada jogo inventado, cada corrida pelo quintal e cada gargalhada partilhada ajuda a construir uma base sólida de habilidades que serão úteis na escola, nas relações e na vida adulta. Quando um pai dedica tempo para brincar com seu filho, ele não está apenas criando memórias — está ajudando a formar um adulto mais equilibrado, curioso e emocionalmente seguro.
Um abraço do PAPI VERO










