As negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do comércio varejista tiveram um novo capítulo na última sexta-feira (17), com a realização da primeira rodada de tratativas entre o Sindilojas Caxias e o Sindicomerciários. O encontro ocorreu na sede da entidade patronal, em Caxias do Sul, e interessa diretamente aos comerciantes e comerciários de municípios da região, entre eles São Marcos, que integra a base de atuação do Sindilojas.
Durante a reunião, o Sindilojas Caxias apresentou uma proposta de reajuste salarial de 4,33%, além de defender a manutenção das cláusulas sociais já previstas na atual Convenção Coletiva de Trabalho. A proposta, no entanto, não foi aceita pelo Sindicomerciários, e as negociações deverão continuar em novos encontros.
Segundo a presidente do Sindilojas Caxias, Márcia Costa, o objetivo é construir um acordo que contemple tanto a valorização dos trabalhadores quanto a sustentabilidade das empresas do setor.
"Tenho convicção de que o comerciante e o comerciário precisam construir juntos um comércio mais forte, mais consistente. A partir disso, o Sindilojas Caxias está empenhado em conduzir a negociação coletiva da melhor forma possível, garantindo a sustentabilidade das empresas, a manutenção dos empregos e melhores condições para o setor", afirmou.
De acordo com a entidade patronal, a proposta busca preservar direitos já consolidados na Convenção Coletiva, proporcionando segurança jurídica às relações de trabalho, ao mesmo tempo em que considera o cenário econômico enfrentado pelo comércio.
A Convenção Coletiva estabelece regras que vão além do reajuste salarial, abrangendo benefícios, jornadas, pisos salariais e outras condições de trabalho aplicáveis ao setor.
Reflexos para São Marcos
Embora as negociações ocorram em Caxias do Sul, seus desdobramentos também são acompanhados por empresários e trabalhadores de São Marcos, já que o município integra a área de abrangência do Sindilojas Caxias. O acordo firmado ao final das negociações servirá de referência para as relações de trabalho entre estabelecimentos comerciais e comerciários da cidade.
Ainda não há previsão para a próxima rodada de negociações entre as entidades. Até que um consenso seja alcançado, seguem as tratativas para definição da nova Convenção Coletiva de Trabalho do comércio varejista da região.



