Os metalúrgicos de Caxias do Sul e região realizam, neste sábado (27), uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre os próximos passos da Campanha Salarial 2026. A reunião será realizada no auditório da sede central do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias e Região, com primeira chamada às 9h30 e segunda e última chamada às 10h.
A assembleia acontece em um momento decisivo das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Até o momento, duas reuniões entre o Sindicato dos Metalúrgicos e o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs) foram realizadas, mas não houve consenso entre as partes.
Na mesa de negociação, o Simecs apresentou proposta de piso salarial de R$ 2.250 e reajuste de 5%, índice composto pela reposição integral da inflação medida pelo INPC, de 4,42%, acrescida de 0,58% de ganho real.
Já a pauta aprovada pelos trabalhadores reivindica reajuste total de 6,42% — sendo 4,42% referentes ao INPC de junho e 2% de aumento real —, além da elevação do piso salarial para R$ 3,5 mil. Entre os demais pedidos estão a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, a proibição do uso de câmeras nas linhas de produção e a manutenção das demais cláusulas da Convenção Coletiva.

Desde o início da campanha salarial, a direção do Sindicato intensificou a mobilização nas empresas da base, promovendo assembleias nos portões das fábricas para informar os trabalhadores sobre o andamento das negociações e distribuir materiais explicativos.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias e Região, Paulo Andrade, a participação da categoria neste momento é fundamental para fortalecer a negociação.
"Neste momento, precisamos mostrar união e força para os patrões. Graças ao trabalho da categoria, as empresas aumentaram a produtividade e os lucros. Mas a patronal se nega em reconhecer o esforço dos trabalhadores e trabalhadoras, com uma remuneração melhor", afirma.
A decisão que será tomada na assembleia poderá definir as próximas estratégias da campanha salarial, incluindo a intensificação das mobilizações caso as negociações permaneçam sem avanço. A expectativa é de que os trabalhadores deliberem sobre os encaminhamentos para a continuidade das tratativas com o setor patronal.



