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Metalúrgicos mantêm mobilização após impasse nas negociações da campanha salarial

Assembleia aprova continuidade das ações nas portas das fábricas diante da falta de nova contraproposta do setor patronal

Trabalhadores metalúrgicos participam da Assembleia Geral Extraordinária realizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias e Região, onde foram debatidos os rumos da Campanha Salarial 2026.
Cerca de 300 trabalhadores participaram da Assembleia Geral Extraordinária realizada neste sábado (11), quando a categoria aprovou a continuidade das mobilizações e das assembleias nas portas das fábricas diante do impasse nas negociações da Campanha Salarial 2026. Foto: Fernando Santos/Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias e Região.

Os metalúrgicos de Caxias do Sul e região decidiram manter a mobilização da categoria na Campanha Salarial 2026. A definição ocorreu durante Assembleia Geral Extraordinária realizada neste sábado (11), no auditório da sede central do Sindicato dos Metalúrgicos, que reuniu cerca de 300 trabalhadores e trabalhadoras.

A plenária teve como objetivo avaliar o andamento das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e definir os próximos passos da campanha. Os participantes aprovaram a continuidade das ações de mobilização, especialmente as assembleias realizadas em frente às fábricas da base, intensificadas nas últimas semanas em razão do impasse nas negociações com o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs).

Segundo o sindicato, desde a última assembleia, quando a categoria rejeitou a contraproposta patronal, o Simecs não apresentou uma nova proposta. Permanece sobre a mesa a oferta de reajuste correspondente ao INPC acrescido de 0,58% de ganho real, enquanto os trabalhadores mantêm a reivindicação de 2% de aumento real acima da inflação.

A abertura da assembleia contou com uma análise do economista Davi Fiaklow sobre o cenário econômico do setor metalmecânico. Conforme os dados apresentados, a indústria registra elevados índices de produtividade e lucratividade, argumento utilizado pelo sindicato para defender a valorização dos trabalhadores.

Durante a assembleia, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Paulo Andrade, destacou a importância da mobilização para fortalecer a negociação.

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"Precisamos estar mobilizados. A nossa Copa do Mundo recém começou e nosso time está em campo. Viemos falando nas fábricas que o Simecs só diz 'não' para trabalhadores e trabalhadoras. Gostaríamos de estar votando uma nova contraproposta, mas a direção do Simecs não nos enviou nenhuma, além dos 0,58% de ganho real", afirmou.

O presidente licenciado da entidade, Assis Melo, também defendeu a continuidade da mobilização e a valorização da categoria.

"Não vai quebrar nenhuma empresa se der 2% de aumento real. Enquanto eu estiver de presidente, eles não vão humilhar a categoria. Nós não vamos nos intimidar. Porque quem produz o que nós produzimos, tem que ter orgulho do que faz. E nós não somos escravos. Os trabalhadores e trabalhadoras são gente, não são máquinas, não são robôs. É por isso que vamos continuar desenvolvendo a nossa luta", declarou.

Além do reajuste salarial, a pauta de reivindicações da categoria inclui a elevação do piso salarial para R$ 3,5 mil, a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e a proibição do uso de câmeras nas linhas de produção.

A data-base da categoria é 1º de junho e, até o momento, as negociações seguem sem acordo. Com a decisão da assembleia deste sábado, o Sindicato dos Metalúrgicos continuará promovendo mobilizações nas portas das fábricas enquanto aguarda uma nova manifestação do Simecs.

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