Fevereiro Roxo: como a fisioterapia ajuda no tratamento da fibromialgia
Ainda cercada de dúvidas, a doença exige acompanhamento contínuo e uma abordagem multidisciplinar
Imagem ilustrativa
O Fevereiro Roxo é uma campanha nacional de conscientização sobre doenças crônicas e destaca, entre elas, a fibromialgia, condição que causa dor generalizada, fadiga e impactos significativos na qualidade de vida. Ainda cercada de dúvidas, a doença exige acompanhamento contínuo e uma abordagem multidisciplinar, na qual a fisioterapia desempenha papel fundamental.
De acordo com a docente do curso de Fisioterapia da Estácio, professora Adriane Mazola Russ, a fibromialgia é caracterizada por uma alteração na forma como o sistema nervoso processa a dor. “É como se o volume da dor estivesse constantemente aumentado, fazendo com que estímulos que normalmente não doeriam passem a ser percebidos como dolorosos”, explica.
Entre os sintomas mais comuns da fibromialgia estão:
- Dor muscular difusa e persistente
- Fadiga intensa
- Sono não reparador
- Dificuldade de concentração e memória, conhecida como “névoa mental”
- Sensibilidade aumentada ao toque, à luz, aos ruídos e às variações de temperatura
Segundo Adriane, esses sintomas podem dificultar atividades cotidianas como trabalhar, realizar tarefas domésticas, caminhar longas distâncias e manter uma vida social ativa, além de afetar a saúde emocional. “Não existe uma forma comprovada de prevenir a fibromialgia, já que a condição envolve fatores genéticos, emocionais, hormonais e ambientais. No entanto, alguns hábitos ajudam a reduzir crises e minimizar os sintomas”, reforça.
Segundo a especialista, manter uma rotina regular de sono, praticar atividade física leve a moderada, evitar longos períodos de inatividade, cuidar da saúde emocional, manter alimentação equilibrada e respeitar os limites do corpo são medidas que contribuem para o controle da dor e para o bem-estar.
A fisioterapia no tratamento da fibromialgia, explica a coordenadora, é uma das principais abordagens não medicamentosas e atua em três pilares: redução da dor, melhora da mobilidade e fortalecimento muscular, além da recuperação da funcionalidade.
“As técnicas fisioterapêuticas ajudam a modular a dor, melhorar a circulação, reduzir tensões musculares e aumentar a capacidade física. Além disso, o fisioterapeuta orienta o paciente sobre como se movimentar com mais segurança e menos desconforto”, afirma Adriane.
Exercícios indicados para quem tem fibromialgia
Entre os exercícios mais recomendados para pessoas com fibromialgia estão:
- Caminhadas leves
- Alongamentos
- Exercícios de fortalecimento progressivo
- Hidroterapia
- Pilates clínico
- Exercícios aeróbicos de baixo impacto
Por outro lado, devem ser evitadas atividades de alta intensidade sem preparo, treinos exaustivos ou exercícios que provoquem dor intensa durante ou após a prática. “A regra é movimento com conforto e regularidade, nunca com esforço excessivo”, orienta Adriane.
Como conviver melhor com a fibromialgia no dia a dia
Para melhorar a qualidade de vida, alguns cuidados fazem diferença na rotina de quem convive com a fibromialgia:
- Organizar horários de sono
- Praticar atividade física regularmente, mesmo em pequenas doses
- Dividir tarefas ao longo do dia
- Fazer pausas programadas
- Manter boa hidratação
- Buscar atividades que reduzam o estresse, como lazer e técnicas de relaxamento
“A fibromialgia não impede uma vida ativa. Com orientação adequada e ajustes na rotina, é possível conviver com a condição de forma mais leve e funcional”, conclui a coordenadora.












