A família de Melinda, de Campestre da Serra, está mobilizando a comunidade para conseguir adquirir um carrinho que facilite o transporte da menina durante as consultas, terapias e deslocamentos para outras cidades. O equipamento custa aproximadamente R$ 1 mil e, segundo a mãe, Juliana Cioato, será especialmente importante nos dias em que a criança precisa permanecer por várias horas fora de casa para receber atendimento em outras cidades.
Atualmente com 1 ano e 9 meses e cerca de 12 quilos, Melinda precisa viajar com frequência para Caxias do Sul e Porto Alegre em busca de consultas e tratamentos, as viagens são feitas através da Secretaria de Saúde de Campestre. Os deslocamentos, somados ao tempo de espera nas unidades de saúde, tornam o transporte da criança um desafio para a família.
“Nas idas a Porto Alegre ou Caxias do Sul, ela e o acompanhante passam várias horas aguardando pela consulta. O carrinho vai permitir que ela possa descansar enquanto espera”, explica Juliana.
A necessidade do equipamento surge em meio a uma rotina que envolve diferentes atendimentos e cuidados especializados. Melinda possui baixa visão grave e também recebeu diagnóstico de paralisia cerebral, condições que exigem acompanhamento contínuo e diferentes estímulos e terapias para favorecer seu desenvolvimento e ampliar sua qualidade de vida.
Estímulos são importantes para o desenvolvimento visual
No caso da baixa visão grave, a criança pode apresentar algum grau de percepção visual, mas com limitações importantes para identificar formas, objetos e cores. Por isso, os estímulos e a reabilitação visual fazem parte de um processo voltado a aproveitar as possibilidades de desenvolvimento da visão.
“No momento ela tem alguma reação à luz, mas ainda não identifica objetos. Esses estímulos podem melhorar muito a visão dela”, relata a mãe.
A expectativa da família é que a continuidade dos estímulos e das terapias possa contribuir para avanços ao longo do desenvolvimento da menina. O período da primeira infância é especialmente importante para intervenções voltadas ao desenvolvimento neurológico e às habilidades funcionais, tornando o acesso precoce aos tratamentos uma das prioridades dos pais.
Família mantém gastos mensais com terapias
Enquanto aguarda por vagas em novos tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a família segue buscando alternativas para que Melinda não interrompa os atendimentos considerados necessários neste momento.
De acordo com Juliana, os gastos particulares com as terapias ficam, em média, entre R$ 850 e R$ 1 mil por mês, sem contar as despesas adicionais dos meses em que há consultas e deslocamentos para outras cidades. Além das sessões de estimulação visual custeadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Campestre da Serra.
A família, portanto, mantém a campanha de arrecadação para conseguir dar continuidade às terapias e ampliar o acesso da menina aos tratamentos necessários diante do diagnóstico de paralisia cerebral e da baixa visão.
“Seguimos com a arrecadação para conseguir manter as terapias. Agora o foco principal é ela conseguir evoluir aqui”, afirma Juliana.
Nova campanha tem foco na compra do carrinho

Para facilitar a organização das doações, a família decidiu manter uma chave Pix específica para a compra do carrinho, separada da arrecadação destinada às terapias.
As contribuições para o equipamento podem ser feitas pela chave Pix: 54 99920-7517 em nome de Julina Martins Cioato (no Banco Sicoob)
O objetivo é reunir aproximadamente R$ 1 mil para a aquisição do carrinho, que deverá proporcionar mais conforto e segurança para Melinda durante as viagens, consultas e períodos de espera.
A família reforça que a arrecadação das terapias continua paralelamente. Com o diagnóstico de paralisia cerebral, novos tratamentos e acompanhamentos passaram a fazer parte da rotina da menina, aumentando também os custos mensais. Quem quiser contribuir com qualquer valor também pode fazer pela chave pix CPF: 038.545.990-48 (Juliana Cioato).
Mais do que facilitar os deslocamentos, o carrinho representa para a família uma forma de tornar menos desgastante uma rotina marcada por viagens, consultas, terapias e longos períodos de espera. Enquanto busca o equipamento e recursos para manter os tratamentos, a família de Melinda segue apostando nos estímulos e no acompanhamento especializado como caminhos para que a menina possa conquistar, gradualmente, mais desenvolvimento e autonomia.


