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Explosão de casos de gripe pressiona saúde de São Marcos e acende alerta para baixa vacinação

Hospital registra mais 110 atendimentos somente neste fim de semana; internações crescem e município já avalia reforço nas escalas médicas

Profissional da saúde prepara dose de vacina contra Influenza em unidade de saúde de São Marcos durante campanha de imunização.
Vacinação contra a gripe segue disponível nas unidades de saúde de São Marcos. Autoridades reforçam a importância da imunização diante do aumento dos casos de síndromes gripais no município. Foto: Prefeitura de São Marcos/Divulgação.

O avanço das síndromes gripais em São Marcos nos últimos dias e já provoca forte pressão sobre os serviços de saúde do município, especialmente no plantão da Secretaria Municipal da Saúde e no Hospital São João Bosco.

Dados atualizados obtidos pelo São Marcos Online junto à gestão hospitalar e à Secretaria da Saúde mostram um crescimento acelerado dos atendimentos, das internações e da circulação de casos de Influenza e H1N1, ainda antes da chegada oficial do inverno.

Conforme a gestora do Hospital São João Bosco, Aline Brochetto, o último fim de semana registrou um salto expressivo na procura por atendimento.

“Tivemos 110 atendimentos a mais que o final de semana passado”, relatou.

Segundo ela, aproximadamente 15% dos pacientes atendidos precisaram ser internados por sintomas gripais.

Apesar do aumento significativo, o hospital afirma que a situação ainda está sob controle, embora já exista movimentação interna para ampliação da estrutura médica diante da tendência de crescimento dos casos.

“Estamos com o hospital movimentado, com uma internação maior que o comum, porém nada de alarmante. Contudo, o hospital está preparado para uma eventual superlotação”, afirmou a gestora.

“O que aconteceu no Estado chegou em São Marcos”

A Secretaria Municipal da Saúde também confirmou ao São Marcos Online que o município passou a sentir de forma mais intensa, desde a última semana, o mesmo cenário já observado em diversas regiões do Rio Grande do Sul.

Segundo a secretária municipal da Saúde, Luciane Melchiors, houve uma verdadeira explosão de sintomas gripais no município.

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“O que aconteceu no Estado, a gente acabou sentindo na semana passada até agora em São Marcos. Realmente houve esse boom de sintomas gripais”, afirmou.

De acordo com a secretaria, os casos predominantes são de Influenza e H1N1, enquanto os registros de Covid aparecem em menor número neste momento.

O aumento abrupto da procura por atendimento acabou causando sobrecarga nos serviços, especialmente porque as escalas médicas haviam sido montadas antes da disparada dos casos.

“A equipe já estava com a escala pronta e tivemos esse represamento dos atendimentos”, explicou a secretária.

Diante da situação, o município também estuda reforços adicionais nas equipes e prepara materiais orientativos para a população sobre quando buscar o pronto atendimento e quando procurar as unidades básicas de saúde.

“Ontem ampliamos o tempo do reforço do médico. Estamos avaliando mais um médico, mais reforço. Já estamos organizando isso”, explicou a secretária durante esta segunda-feira (25).

A orientação é evitar sobrecarga desnecessária no plantão para sintomas leves ou situações que possam ser avaliadas via agendamento nas unidades.

Vacinação segue muito abaixo da meta

Em paralelo ao avanço dos casos, autoridades de saúde demonstram preocupação com a baixa adesão à vacinação contra a gripe.

Até o dia 21 de maio, São Marcos aplicou 3.589 doses da vacina contra Influenza, atingindo apenas 38,72% da meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que prevê cobertura de 90% dos grupos prioritários.

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A vacina segue disponível em todas as unidades de saúde do município.

Podem se vacinar:

  • crianças de 6 meses a 5 anos;
  • idosos;
  • gestantes e puérperas;
  • trabalhadores da saúde;
  • profissionais da educação;
  • pessoas com comorbidades;
  • profissionais de setores prioritários.

A Secretaria da Saúde também reforçou que todos os trabalhadores das escolas podem receber a vacina, incluindo professores, monitores, cozinheiros, auxiliares, higienizadores, recepcionistas e equipes de apoio.

“As pessoas não se vacinam e não se cuidam”

Nos bastidores do sistema de saúde, o sentimento é de preocupação diante da combinação entre baixa vacinação, aumento de circulação social e crescimento das doenças respiratórias.

O alerta dos profissionais é direto: sem vacinação e sem cuidados básicos, os casos tendem a continuar aumentando nas próximas semanas.

Saúde pede responsabilidade da população

Com hospitais mais movimentados, aumento das internações e sobrecarga nos plantões, profissionais da saúde reforçam que a população precisa fazer sua parte para evitar agravamento do cenário.

As orientações incluem:

  • vacinação contra Influenza;
  • uso de máscara em caso de sintomas;
  • higiene frequente das mãos;
  • evitar aglomerações quando estiver gripado;
  • manter ambientes ventilados;
  • procurar atendimento imediato em casos de falta de ar ou febre persistente.

O temor do setor é que, com a chegada efetiva do inverno nas próximas semanas, o município enfrente um crescimento ainda maior da demanda por atendimento respiratório.

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