Em um anúncio recente durante visita oficial de uma comitiva política local, foi confirmado que a obra de reparo no km 96,5 da BR-116, nas imediações da ponte sobre o Rio das Antas, finalmente sairá do papel. O trecho, marcado por instabilidades desde os temporais de maio de 2024, opera desde então em meia pista com semáforo 24h, gerando lentidão, riscos e apreensão na comunidade.
Em maio de 2024, fortes chuvas provocaram deslizamentos e queda de barreiras no trecho da BR-116 entre São Marcos e Campestre da Serra, afetando a estrutura de apoio da ponte sobre o Rio das Antas. Desde então, o tráfego nesse ponto foi reduzido para meia pista, com controle semaforizado, cenário que persiste até agora.
Na visita recente da comitiva local — composta por vereadores, assessor da deputada Denise Pessôa, lideranças municipais e parlamentares — o DNIT foi cobrado diretamente a definir o projeto de recuperação para o km 96,5. Foi entregue documento formal contendo reivindicações técnicas e evidências do desgaste contínuo da via.
Com base no relato divulgado pela assessoria da deputada e pelos representantes municipais, o órgão federal comprometeu-se a iniciar as obras nesse ponto específico, apesar dos anos de espera e da urgência visível.
Expectativa x realidade: um longo hiato
Até o anúncio recente, a implicação operou, dia após dia, como lembrete de uma promessa não cumprida. Ao longo de mais de 18 meses, o trecho segue em meia pista, com semáforos regendo o fluxo de veículos em ambos os sentidos, numa situação de precária segurança rodoviária. A restrição tornou-se rotina para caminhões, automóveis e especialmente para condutores durante horários de pico.
A publicação do São Marcos Online (SMO) já havia noticiado, ainda em janeiro de 2025, que o km 96 permanecia em pista única desde as chuvas de maio de 2024, e que o DNIT havia anunciado intervenções emergenciais naquele ponto entre os 34 locais críticos da rodovia.
Mais ainda: em lances anteriores, os projetos submetidos contemplavam reparos pontuais e recuperação estrutural, com previsão técnica para execução em bloqueios parciais — evitando interrupções totais do tráfego local.
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Durante o encontro, a comitiva local conseguiu a confirmação de que a ponte sobre o Rio das Antas será alvo de intervenção concreta no km 96,5 — integrando o pacote de obras emergenciais já anunciado pelo DNIT para a BR-116 entre São Marcos e Vacaria.
O órgão assegurou que a obra será realizada com bloqueios de meia pista, para não comprometer integralmente o tráfego durante a execução. Também confirmou que os projetos técnicos estão em fase de finalização antes do início efetivo.
Ainda de acordo com as publicações, o prazo para conclusão das obras emergenciais nesse trecho foi estimado em até 18 meses, considerando o volume dos serviços a serem realizados e as dificuldades técnicas.
O km 96,5 representa não só uma colisão entre natureza e infraestrutura, mas também um termômetro da atuação local e da eficácia das articulações políticas. Durante a reunião da comitiva, vereadores e representantes municipais lembraram que a recuperação da ponte foi pauta desde os primeiros deslizamentos — com dezenas de indicações, ofícios e cobranças ao DNIT.
Nesse contexto, o anúncio se tornou uma vitória simbólica: após mais de um ano e meio, aquela ponte que ficou vulnerável passará por obra definitiva — um ato que, para muitos, servirá como prova de que a pressão institucional e a visibilidade política podem gerar resultados palpáveis.


