O Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual (CMDEC) atualizou nesta quinta-feira (30) o prognóstico hidrológico para o Rio Grande do Sul, por meio do Aviso Hidrometeorológico nº 11, válido até domingo (2). O boletim indica que diversos rios seguem com níveis elevados e que há risco de inundações em diferentes regiões do Estado devido à propagação das cheias.
De acordo com a Defesa Civil, a condição hidrológica atual apresenta níveis que variam entre a normalidade e os limiares de inundação. O principal destaque é a elevação do Rio Jacuí a partir de Cachoeira do Sul.
Também permanecem acima da cota de inundação os rios Uruguai, nos trechos de Itaqui e Uruguaiana; Jacuí, a partir de Dona Francisca; Taquari, desde Lajeado; Caí, a partir de São Sebastião do Caí; Sinos, desde Taquara; Gravataí, a partir do município de Gravataí; além da região das ilhas de Porto Alegre, no Delta do Jacuí.
Segundo o aviso, os municípios destacados em vermelho no mapa hidrológico apresentam risco de inundação em razão da elevação dos rios principais. As áreas mais críticas estão localizadas ao longo do Rio Jacuí, entre Dona Francisca e Eldorado do Sul; do Rio Taquari, entre Lajeado e Taquari; do Rio Caí, entre São Sebastião do Caí e Montenegro; do Rio Sinos, entre Taquara e Canoas; do Rio Gravataí, entre Gravataí e Cachoeirinha; além do Delta do Jacuí, da região das ilhas de Porto Alegre e do Rio Uruguai, nos municípios de Itaqui e Uruguaiana.
A Defesa Civil destaca ainda que a propagação das cheias dos rios Jacuí e Taquari em direção a Porto Alegre poderá elevar os níveis da água até a cota de inundação nas ilhas do Delta do Jacuí. Também devem permanecer elevados os níveis nas áreas mais baixas das bacias dos rios Taquari-Antas, Caí, Sinos, Gravataí e no Baixo Uruguai.
Nas regiões classificadas em estado de Alerta e Atenção, a situação continua exigindo monitoramento constante, já que arroios e rios permanecem com níveis elevados em consequência das chuvas registradas nas últimas semanas.
A Defesa Civil orienta que moradores de áreas ribeirinhas e sujeitas a alagamentos acompanhem os boletins oficiais e sigam as recomendações dos órgãos de emergência em caso de necessidade.



