A espera chegou ao fim. Nesta quinta-feira (11), o mundo volta suas atenções para a bola rolando no maior espetáculo esportivo do planeta. A Copa do Mundo de 2026 tem início no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México, palco do confronto entre México e África do Sul, que abre oficialmente a primeira edição do torneio com 48 seleções participantes.
O Mundial deste ano já entra para a história antes mesmo do apito inicial. Pela primeira vez, a competição será realizada simultaneamente em três países, México, Estados Unidos e Canadá e contará com 104 partidas, ampliando significativamente o formato que vigorou nas últimas décadas.
O jogo de abertura também carrega um simbolismo especial. O Estádio Azteca se torna o primeiro da história a receber três partidas inaugurais de Copas do Mundo, repetindo o feito de 1970 e 1986. Foi nesse mesmo gramado que Pelé levantou sua terceira taça mundial com a Seleção Brasileira e onde Diego Maradona protagonizou momentos eternizados na história do futebol.
Curiosamente, o duelo inaugural repete exatamente a partida que abriu a Copa de 2010, na África do Sul. Na ocasião, sul-africanos e mexicanos empataram em 1 a 1 diante de um estádio lotado em Johannesburgo. Dezesseis anos depois, os mexicanos recebem novamente os africanos, desta vez diante de sua torcida.
Mundial recordista
A expectativa é de que a Copa de 2026 alcance números históricos de audiência. Segundo dados da Fifa, a edição de 2022, realizada no Catar, foi acompanhada por cerca de 5 bilhões de pessoas em todo o planeta. A final entre Argentina e França ultrapassou a marca de 1,5 bilhão de espectadores, tornando-se o evento esportivo mais assistido da história.
Além das transmissões televisivas, o torneio movimenta gigantescos números nas plataformas digitais. Na última edição, foram registradas aproximadamente 262 bilhões de visualizações e quase 6 bilhões de interações nas redes sociais e canais oficiais da entidade.
México aposta no fator casa
Anfitrião da abertura e um dos países-sede, o México chega embalado por uma sequência positiva de resultados. A equipe comandada por Javier Aguirre não perde há oito partidas e vem de uma expressiva vitória por 5 a 1 sobre a Sérvia em amistoso preparatório.
Com jogadores experientes como Raúl Jiménez e nomes em ascensão como Santiago Giménez, Luis Chávez e Johan Vásquez, os mexicanos tentam quebrar um incômodo tabu. Desde 1994, a seleção sempre esbarra nas oitavas de final e busca, jogando em casa, alcançar uma campanha histórica.
Do outro lado estará a África do Sul, que retorna a uma Copa do Mundo após 16 anos de ausência. Os Bafana Bafana conquistaram a classificação liderando seu grupo nas Eliminatórias Africanas e apostam em atletas como Teboho Mokoena e Lyle Foster para surpreender.
Grupo equilibrado
México e África do Sul integram o Grupo A, que ainda conta com Coreia do Sul e República Tcheca. Especialistas apontam a chave como uma das mais equilibradas da competição, onde qualquer tropeço pode comprometer as chances de classificação para a fase eliminatória.
Cerimônia reúne estrelas internacionais
Antes da bola rolar, a abertura contará com uma grande celebração cultural promovida pela Fifa. Pela primeira vez, a entidade organizou eventos simultâneos em Cidade do México, Toronto e Los Angeles, conectando os três países-sede em uma mesma experiência.
Entre as atrações confirmadas estão Shakira, J Balvin, Alejandro Fernández, Burna Boy, Belinda, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla no México. Nos Estados Unidos, nomes como Katy Perry, Future, Lisa, Rema e a brasileira Anitta participam das festividades. Já o Canadá terá apresentações de Michael Bublé, Alanis Morissette, Alessia Cara e outros artistas.
Mundial começa cercado por debates
Apesar do clima festivo, a competição também inicia sob discussões relacionadas às políticas migratórias dos Estados Unidos. Nas últimas semanas, houve relatos de dificuldades envolvendo vistos e processos de entrada para integrantes de delegações, árbitros e torcedores de alguns países.
Casos envolvendo representantes do Iraque, Irã e Somália chamaram atenção e geraram questionamentos sobre a logística de um torneio distribuído entre três nações e marcado por diferentes regras de imigração.
Mesmo com as polêmicas, a expectativa é de que a Copa de 2026 seja a maior da história, reunindo culturas, idiomas, torcidas e tradições de todos os continentes em um único evento.
A partir desta quinta-feira, durante um mês, o planeta volta a falar a mesma língua: a do futebol.


