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Colégio Estadual São Marcos mobiliza 350 alunos em projeto que une grafite, arte e educação

Articulando Muros com Chiquinho Divilas teve início na terça-feira (18), no Centro de Eventos Alexandre Zaniol, e seguirá até novembro com oficinas e intervenção artística dentro da escola.

Alunos do Colégio Estadual São Marcos participam da abertura do projeto Articulando Muros, realizada no Centro de Eventos Alexandre Zaniol.
Cerca de 350 alunos de 15 turmas do Colégio Estadual São Marcos participaram da abertura do projeto Articulando Muros com Chiquinho de Vilas, realizada no Centro de Eventos Alexandre Zaniol. Foto: Divulgação/Colégio Estadual São Marcos.

A trajetória de um dos nomes mais conhecidos da cultura hip-hop da Serra Gaúcha foi o ponto de partida para uma experiência que pretende aproximar arte, educação e protagonismo estudantil. Na noite da última terça-feira (18), o Colégio Estadual São Marcos, conhecido como Ginásio, deu início ao projeto Articulando Muros com Chiquinho Divilas, que envolverá cerca de 350 alunos de 15 turmas durante os últimos meses do ano letivo.

O encontro de abertura foi realizado no Centro de Eventos Alexandre Zaniol e contou com a participação de Chiquinho Divilas, rapper, escritor, palestrante e educador social caxiense, cuja trajetória há décadas conecta a cultura hip-hop à educação, à inclusão e ao trabalho com jovens. Doutor e mestre em Diversidade e Inclusão, ele é autor, entre outros trabalhos, do livro Cultura Hip-Hop nas Escolas, além de desenvolver atividades com estudantes, educadores e instituições.

Durante o encontro, Chiquinho compartilhou parte de sua história e ressaltou aos estudantes a importância da educação. Em um dos momentos da atividade, alunos foram convidados a subir ao palco e participar da apresentação, criando uma interação que marcou o início do projeto.

A escolha do artista para abrir a iniciativa dialoga diretamente com a proposta do Articulando Muros. Natural de Caxias do Sul, Chiquinho construiu sua trajetória a partir do rap e foi um dos fundadores do grupo Poetas Divilas, surgido no final dos anos 1990 e considerado um dos pioneiros do gênero na Serra Gaúcha. Ao longo dos anos, passou a desenvolver palestras, oficinas e projetos em escolas e outros espaços, utilizando os elementos da cultura hip-hop como instrumentos de reflexão, pertencimento e transformação social.

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Arte como experiência de aprendizagem

O projeto é financiado pelo Fundo Social do Sicredi, iniciativa à qual a escola se inscreve anualmente e por meio da qual foi novamente contemplada neste ano.

Segundo a diretora Vivian Riboldi, a proposta nasceu da intenção de levar a arte urbana para dentro do ambiente escolar, transformando a experiência dos estudantes em parte do próprio processo de aprendizagem.

“Nós, enquanto direção, acreditamos que, unindo a arte e a educação, vamos promover, nessas vivências dos alunos, uma aprendizagem significativa e instantânea. No momento em que eles estão vivendo a arte, eles estão aprendendo”, destaca.

Mais do que assistir a uma palestra ou conhecer o trabalho de artistas ligados ao hip-hop, os estudantes também participarão diretamente da construção do projeto. Nos próximos meses, serão realizadas oficinas com um grafiteiro integrante da equipe de Chiquinho Divilas.

Ao final desse processo, os alunos irão participar da pintura de um muro localizado na parte interna do Colégio Estadual São Marcos. A ideia é que o espaço também se transforme em resultado visível da experiência vivida ao longo das atividades.

Projeto segue até novembro

O Articulando Muros será desenvolvido durante os últimos meses do ano letivo e terá sua conclusão marcada por um novo evento, previsto para novembro.

Para a direção da escola, a proposta busca justamente romper com a ideia de que a aprendizagem acontece apenas nos formatos tradicionais. A arte urbana, neste caso, passa a ocupar um espaço pedagógico: os alunos conhecem trajetórias, vivenciam diferentes formas de expressão e participam da criação de uma intervenção dentro da própria escola.

A abertura, com Chiquinho Divilas, estabeleceu esse ponto de partida. Referência regional por uma trajetória construída entre o rap, a literatura, a educação e o trabalho social, o artista levou aos estudantes uma experiência que se conecta à própria essência do projeto: mostrar que a arte também pode ser um caminho para aprender, refletir e construir novos significados.

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