A Estratégia Nacional de Multivacinação está em andamento em todo o país e segue até 1º de setembro. A mobilização é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos e tem como objetivo identificar vacinas que estejam pendentes e atualizar a situação vacinal de acordo com as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.
Diferentemente de campanhas direcionadas a uma única doença, a estratégia prevê uma avaliação completa da caderneta de vacinação. Nas unidades de saúde, os profissionais verificam quais doses estão em atraso e podem realizar, na mesma visita, as vacinas indicadas para cada faixa etária.
A iniciativa busca ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso aos imunizantes disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A atualização das cadernetas é considerada uma das principais medidas para prevenir doenças graves e reduzir a circulação de vírus e bactérias na população.
Entre as doenças que podem ser prevenidas pela vacinação estão sarampo e poliomielite, enfermidades que podem provocar complicações graves. A manutenção de altas coberturas vacinais também contribui para a proteção coletiva, especialmente de pessoas que não podem receber determinados imunizantes.
Dia D está previsto para 22 de agosto
Dentro da estratégia, o Dia D de Mobilização Social está previsto para sábado, 22 de agosto. A realização de atividades especiais nessa data ficará a critério de cada município, conforme o planejamento das prefeituras e dos serviços locais de saúde.
A orientação é que pais e responsáveis aproveitem o período para conferir a caderneta dos filhos e procurar uma unidade de saúde caso existam dúvidas sobre doses atrasadas ou sobre quais vacinas são indicadas para cada idade.
Coberturas ainda precisam avançar
O Calendário Nacional de Vacinação disponibiliza gratuitamente cerca de 20 vacinas para crianças e adolescentes, considerando as diferentes faixas etárias e esquemas de vacinação.
No Rio Grande do Sul, dados de 2025 apontam coberturas de 91% para a pentavalente, 91% para a poliomielite, 96% para a pneumocócica e 95% para a tríplice viral. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde para diversos imunizantes é de 95% de cobertura.
HPV e sarampo recebem atenção especial
A mobilização também reforça a importância da vacinação contra o HPV. O prazo da estratégia extraordinária que permite a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não receberam a dose foi ampliado até 31 de dezembro de 2026.
A vacina contra o HPV é uma importante ferramenta de prevenção contra o câncer do colo do útero, além de contribuir para a proteção contra outros tipos de câncer relacionados ao vírus.
O sarampo também está entre as prioridades de atenção. Após a identificação de casos relacionados à importação do vírus em São Paulo, a recomendação é conferir a situação vacinal e buscar a atualização quando necessária.
Pessoas entre 12 meses e 59 anos possuem indicação para vacinação contra o sarampo conforme as recomendações do Calendário Nacional. Quem não possui registro das doses deve ser considerado não vacinado e iniciar ou completar o esquema indicado.
Confira as principais vacinas por idade
Ao nascer: BCG e hepatite B.
2 meses: pentavalente, poliomielite, pneumocócica e rotavírus.
3 meses: meningocócica C.
4 meses: segunda dose de pentavalente, poliomielite, pneumocócica e rotavírus.
5 meses: segunda dose de meningocócica C.
6 meses: terceira dose de pentavalente e poliomielite, além de influenza e Covid-19.
7 meses: segunda dose de Covid-19.
9 meses: terceira dose de Covid-19 e febre amarela.
12 meses: reforço da pneumocócica, meningocócica ACWY e primeira dose da tríplice viral.
15 meses: DTP, poliomielite, segunda dose da tríplice viral, varicela e hepatite A.
4 anos: segundo reforço de DTP e poliomielite.
A partir dos 7 anos: vacina contra difteria e tétano (dT), conforme o histórico vacinal.
9 a 14 anos: HPV, em dose única.
10 a 14 anos: dengue, em duas doses com intervalo de três meses.
11 a 14 anos: meningocócica ACWY, em dose única.
Caderneta em dia é proteção
A campanha segue até 1º de setembro, oferecendo uma oportunidade para que famílias verifiquem a situação vacinal de crianças e adolescentes e regularizem eventuais pendências.
A recomendação é levar a caderneta de vacinação à unidade de saúde para que os profissionais possam conferir o histórico e orientar sobre as doses necessárias conforme a idade e o esquema já realizado.


