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Brochetão faz balanço do Ano Legislativo, defende empréstimo de R$ 60 milhões e endurece críticas à Corsan

Em entrevista ao SMO, o presidente da Câmara de São Marcos destaca unanimidade nas votações, aponta o financiamento como essencial para destravar investimentos em infraestrutura, questiona contrato da Corsan até 2062 e projeta 2026 como ano de execução das obras no município compra de terreno para a Câmara.

Atualizado em 17/01/2026 às 10:01, por Angelo Batecini.

Presidente da Câmara de Vereadores de São Marcos, Antônio Luiz Brochetto, durante entrevista na redação do São Marcos Online, abordando o balanço do primeiro ano da legislatura.

O presidente da Câmara de São Marcos, Antônio Luiz Brochetto, durante entrevista concedida ao São Marcos Online na última semana, na redação do portal, onde fez um balanço do primeiro ano da nova legislatura. Foto: São Marcos Online.

Em entrevista concedida ao São Marcos Online, nesta semana, o presidente da Câmara de Vereadores de São Marcos, Antônio Luiz Brochetto, apresentou um balanço detalhado do primeiro ano da XV Legislatura, classificando 2025 como um período de ajuste, organização e tomada de decisões estruturantes para o futuro do município.

Segundo ele, o Legislativo teve papel ativo na construção de um ambiente institucional de diálogo, análise técnica e responsabilidade política, com debates intensos, mas decisões que, em grande parte, resultaram em aprovações por unanimidade.

“Foi um ano de muito trabalho, de muita conversa e de decisões que não são fáceis, mas que precisam ser tomadas pensando no futuro de São Marcos”, avaliou.

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Brochetto destacou que, ao longo do primeiro ano da XV Legislatura, nenhum projeto relevante foi rejeitado. As discussões mais acaloradas envolveram matérias consideradas estruturantes, como financiamentos, criação de órgãos e reorganização administrativa.

Entre os projetos de maior repercussão, ele citou o empréstimo de R$ 60 milhões, aprovado por unanimidade, inclusive com votos da oposição.

“A Câmara mostrou maturidade. Mesmo quem tinha dúvidas entendeu que o projeto não era partidário, mas um investimento para o município”, afirmou.

Empréstimo de R$ 60 milhões e limitações orçamentárias

O presidente explicou que a defesa do financiamento se baseia na realidade orçamentária do município. Com um orçamento estimado em R$ 175,2 milhões para 2026, grande parte dos recursos já está comprometida com despesas obrigatórias.

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Segundo Brochetto, após os investimentos mínimos em Saúde (15%), Educação (25%) e o pagamento da folha de pessoal (cerca de 40%), restam aproximadamente 15% do orçamento para investimentos, o que, na avaliação dele, é insuficiente para promover avanços significativos em infraestrutura.

“Se o município depender apenas desse percentual, não sai do lugar. Por isso precisamos pensar grande”, pontuou.

Planejamento de longo prazo e aquisição de terrenos próprios

Outro ponto enfatizado por Brochetto foi a necessidade de planejamento patrimonial por parte do município. Ele defendeu a aquisição de terrenos próprios para viabilizar obras futuras, reduzir custos com desapropriações e garantir autonomia ao poder público.

“O município precisa ter áreas próprias para pensar o futuro. Se não comprar terreno hoje, amanhã vai pagar muito mais caro ou não vai conseguir executar as obras”, destacou.

Segundo ele, essa visão estratégica evita improvisos e permite que São Marcos cresça de forma organizada.

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Brochetto também destacou a criação da Defesa Civil Municipal como uma das decisões mais importantes do período.

“Hoje ninguém pode dizer que não precisamos de Defesa Civil. Vimos o que aconteceu na região e no Estado. É uma questão de segurança e prevenção”, afirmou.

Ano de ajustes e expectativa de execução em 2026

Para o presidente do Legislativo, 2025 foi um ano de reorganização da máquina pública, com retomada de serviços essenciais e correção de problemas históricos. Ele citou como exemplos o retorno do auxílio às forças de segurança, como policiais e bombeiros, e a regularização da coleta de lixo no município.

A expectativa, segundo Brochetto, é de que 2026 seja o ano da execução, com início e avanço das obras planejadas e financiadas.

Assista a entrevista completa com o presidente da Câmara de São Marcos:

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Fiscalização e críticas à atuação da Corsan

No campo da fiscalização, Brochetto foi enfático ao criticar a atuação da Corsan/Aegea em São Marcos. Ele relatou casos de moradores multados por suposta infiltração de água de poços na rede da concessionária, classificando a situação como preocupante.

Entre os exemplos citados, está o imóvel de seu irmão, Alfredo Brochetto, que teria sido multado mesmo sem a existência de poço no terreno.

“Isso é inacreditável. Multar por algo que não existe é um problema sério”, disse.

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Contrato de concessão até 2062

O presidente da Câmara também criticou a aprovação, na legislatura anterior, do contrato que concede à Corsan a prestação dos serviços até 2062.

“Foi uma carta branca muito morigosa. O município perdeu poder de negociação. Poderíamos ter reduzido esse prazo”, avaliou.

Segundo ele, o contrato dificulta revisões e eventuais medidas mais duras contra a concessionária em caso de má prestação do serviço.

Impactos no desenvolvimento e nas obras públicas

Brochetto alertou ainda para os impactos diretos da atuação da Corsan no andamento das obras de pavimentação e infraestrutura.

“A Prefeitura tenta avançar com obras e, muitas vezes, encontra entraves por falta de alinhamento com a Corsan”, afirmou.

Atuação no Parlamento Regional

Outro destaque do balanço foi a participação ativa da Câmara de São Marcos no Parlamento Regional da Serra Gaúcha, que reúne mais de 20 Câmaras de Vereadores.

Segundo Brochetto, a articulação regional é fundamental para fortalecer demandas conjuntas e buscar soluções para problemas comuns aos municípios.

“Sozinho, o município tem menos força. Juntos, conseguimos avançar mais”, destacou.

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Homenagem ao irmão Alfredo Brochetto

Ao final da entrevista, o presidente prestou uma homenagem emocionada ao irmão Alfredo Brochetto, falecido recentemente. Ele relembrou a trajetória de Alfredo como vice-prefeito, vereador, presidente da Câmara e secretário municipal de Obras.

“Foi uma pessoa generosa, correta e dedicada à vida pública. Deixa um legado que serve de exemplo”, concluiu.