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Após vistoria nesta manhã, DNIT prepara projeto para recuperação da ponte do Rio das Antas

Estrutura segue totalmente interditada após confirmação de que um pilar foi removido pela força da água e outro sofreu danos; não há previsão de liberação.

Equipe de engenheiros do DNIT acompanha vistoria na ponte sobre o Rio das Antas, com pilar danificado ao fundo.
Equipe de engenheiros do DNIT durante vistoria técnica na ponte sobre o Rio das Antas, na manhã desta quarta-feira (23). Ao fundo, aparece um dos pilares danificados pela força da água. Crédito: São Marcos Online.

A ponte sobre o Rio das Antas, no km 95,5 da BR-116, entre São Marcos e Campestre da Serra, segue totalmente interditada e sem previsão de liberação após os danos provocados pela elevação extrema do nível do rio durante as fortes chuvas dos últimos dias.

Na manhã desta quarta-feira (23), por volta das 11h, o São Marcos Online acompanhou uma nova vistoria técnica realizada na estrutura. Equipes da unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) de Vacaria estiveram no local acompanhadas por técnicos especialistas em pontes e obras de arte especiais vindos de Porto Alegre.

Durante a avaliação, o DNIT confirmou a gravidade dos danos observados pela reportagem na terça-feira (22).

Segundo Daniel Benke, chefe da unidade do DNIT em Vacaria, um dos pilares da ponte foi totalmente removido pela força da água, enquanto um segundo pilar sofreu um dano estrutural denominado tecnicamente de flambagem.

“Um dos pilares dela foi totalmente removido devido à força da água, e um segundo pilar sofreu também um dano que a gente chama de flambagem”, explicou Benke durante entrevista ao São Marcos Online.

Ponte não é segura para nenhum tipo de travessia

Após vistoria nesta manhã, DNIT prepara projeto para recuperação da ponte do Rio das Antas

A possibilidade de uma liberação parcial da ponte, inclusive para pedestres, também foi questionada pelo São Marcos Online diante de informações que circulavam sobre uma eventual abertura da estrutura.

O DNIT foi direto: não há possibilidade de utilização da ponte neste momento.

Benke afirmou que a estrutura está comprometida e que a decisão pela interdição foi tomada justamente por questões de segurança.

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“Ela não é segura pra nenhum tipo de transeunte utilizar ela”, afirmou o chefe da unidade do DNIT em Vacaria.

Dessa forma, a interdição permanece total, sem previsão de liberação parcial, total ou mesmo para pedestres.

Projeto será elaborado antes da contratação das obras

A equipe técnica ainda está levantando informações para definir a solução necessária para a recuperação da estrutura.

De acordo com o DNIT, os dados obtidos na vistoria serão utilizados para a elaboração de um levantamento e de um projeto de recuperação, que deverá orientar as próximas etapas.

O órgão informou que serão realizadas reuniões técnicas com engenheiros do DNIT de Porto Alegre para definir o projeto e, posteriormente, contratar uma empresa para executar as obras.

Por enquanto, portanto, não existe um prazo oficial para a reabertura da ponte.

O próprio DNIT informou que a solução ainda não está definida e projetada, mas destacou que a intenção é realizar reparos urgentes para liberar o trânsito o mais rapidamente possível.

Isso significa que a estimativa de que as obras possam levar semanas para começar deve ser tratada com cautela. Os trâmites de projeto, contratação e execução ainda precisam ser definidos pelo órgão federal.

Preocupação com comerciantes e circulação regional

Após vistoria nesta manhã, DNIT prepara projeto para recuperação da ponte do Rio das Antas

A interdição representa um impacto direto para quem utiliza diariamente a BR-116 e também preocupa o comércio instalado ao longo do trecho.

O prefeito de Campestre da Serra, Tairo Balardin, acompanhou a vistoria e destacou ao SMO a preocupação com os prejuízos provocados pelo bloqueio.

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Segundo ele, a situação afeta não apenas a ligação entre Campestre da Serra e São Marcos, mas também diversos estabelecimentos comerciais que dependem do fluxo da rodovia.

Balardin afirmou ainda que mantém contato com o prefeito de São Marcos, Bonilha, e que os municípios estão dispostos a buscar apoio junto às autoridades estaduais e federais caso seja necessário.

“É muito comércio que tá sendo prejudicado”, afirmou o prefeito de Campestre da Serra.

Alternativas para os motoristas

Enquanto a ponte permanecer bloqueada, motoristas precisam utilizar rotas alternativas.

Conforme levantamento realizado pelo São Marcos Online junto à Prefeitura de Campestre da Serra, entre as opções estão:

  • ERS-122, pelo trecho entre Campestre da Serra e Antônio Prado;
  • estrada vicinal entre Campestre da Serra e Ipê;
  • Estrada dos Korff, via Criúva.

Segundo as informações levantadas pelo SMO, essas duas estradas vicinais apresentavam boa trafegabilidade na quarta-feira.

Em São Marcos, a Estrada 500, via Santo Henrique, que faz ligação com a ERS-122, continua interditada, não podendo ser considerada neste momento uma alternativa de ligação.

A BR-116 permanece liberada entre São Marcos e Caxias do Sul.

As condições das estradas podem mudar diante da continuidade das chuvas, e os motoristas devem observar as orientações atualizadas dos órgãos responsáveis.

O que acontece agora

Após vistoria nesta manhã, DNIT prepara projeto para recuperação da ponte do Rio das Antas

A sequência prevista pelo DNIT é:

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vistoria técnica → levantamento dos danos → definição da solução → elaboração do projeto → contratação da empresa → execução dos reparos → nova avaliação para liberação do trânsito.

O órgão ainda não informou um prazo para conclusão dessas etapas.

O que está confirmado é que a ponte permanece interditada porque sua estrutura está comprometida e que o DNIT pretende buscar uma solução emergencial para restabelecer o tráfego o mais rapidamente possível.

Da identificação do dano à vistoria técnica

A situação ganhou outra dimensão depois que o São Marcos Online esteve na ponte na terça-feira (22) para acompanhar os efeitos das chuvas e identificou visualmente danos em um dos pilares da estrutura.

A reportagem comunicou a situação à Defesa Civil, à PRF e ao DNIT. A partir do alerta, uma equipe técnica foi ao local e determinou a interdição total da ponte.

Nesta quarta-feira, o SMO retornou à estrutura e acompanhou a avaliação realizada pelo DNIT, incluindo a presença dos especialistas em pontes enviados de Porto Alegre.

O trabalho jornalístico, neste caso, começou fora da redação, diretamente no território, a partir da observação de uma situação que ainda não havia sido oficialmente comunicada, e avançou para a busca de respostas junto aos órgãos responsáveis.

A reportagem continuará acompanhando a definição do projeto, os prazos para contratação e execução dos reparos e, principalmente, qualquer alteração nas condições de segurança e nas rotas de acesso entre São Marcos e Campestre da Serra.

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