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Após sequência de impactos das chuvas, São Marcos decreta emergência e instala Gabinete de Crise

Decreto aponta 167 milímetros de chuva em menos de 10 horas, alagamentos, deslizamentos, danos à infraestrutura e colapso da ponte do Rio das Antas; situação da Barragem Arroio São Luiz amplia mobilização.

Equipe do Gabinete de Gestão de Crise reunida na Prefeitura de São Marcos durante reunião para definir ações diante dos impactos das chuvas e da situação da Barragem Arroio São Luiz.
Representantes da Prefeitura de São Marcos, Defesa Civil do RS, Corsan e forças de segurança participaram da reunião que resultou na implantação do Gabinete de Gestão de Crise e Desastres Climáticos, diante da sequência de ocorrências provocadas pelas chuvas no município. Crédito: Prefeitura de São Marcos.

São Marcos entrou em uma nova etapa de resposta aos impactos provocados pelas chuvas intensas dos últimos dias. Depois de uma sequência de ocorrências que começou entre domingo (20) e segunda-feira (21), o município declarou Situação de Emergência de Nível II e, na noite desta quarta-feira (23), implantou um Gabinete de Gestão de Crise e Desastres Climáticos para coordenar as ações diante do cenário.

O Decreto Municipal nº 4.223, assinado em 22 de setembro pela vice-prefeita Fabiana Dutra de Oliveira, no exercício do cargo de prefeita, registra um acumulado de aproximadamente 167 milímetros de chuva em menos de 10 horas durante o evento climático. Segundo o documento, o volume provocou alagamentos, quedas de barreiras, deslizamentos de terra, danos a imóveis públicos e particulares, estruturas municipais, vias públicas e infraestrutura urbana e rural, além de prejuízos na produção agropecuária.

Entre os episódios registrados está um deslizamento que atingiu uma residência, provocando perda de bens e deixando pessoas feridas. O município também precisou realizar ações emergenciais de limpeza, desobstrução e recuperação de áreas atingidas.

Ponte do Rio das Antas

Após sequência de impactos das chuvas, São Marcos decreta emergência e instala Gabinete de Crise

A dimensão dos impactos aumentou nos dias seguintes com os danos à ponte sobre o Rio das Antas, na BR-116, na divisa entre São Marcos e Campestre da Serra.

O decreto municipal caracteriza a ocorrência como um colapso da estrutura, com perda das vigas de sustentação e consequente interrupção completa da passagem. A ponte é uma das principais ligações de São Marcos com a região de Vacaria e com outras áreas do Estado, fazendo com que a interdição tenha reflexos não apenas no trânsito, mas também na logística e na economia local.

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Durante vistoria realizada pelo DNIT na quarta-feira, equipes técnicas avaliaram os danos e o órgão passou a trabalhar na elaboração de um projeto para recuperação da estrutura.

Barragem amplia preocupação

Após sequência de impactos das chuvas, São Marcos decreta emergência e instala Gabinete de Crise

Enquanto os efeitos da chuva ainda eram administrados, uma nova situação passou a exigir atenção na quarta-feira: a Barragem Arroio São Luiz.

Conforme o decreto, o município também considerou o risco de desabastecimento de água potável diante da possibilidade de comprometimento da estrutura de contenção da barragem, situação identificada e comunicada pela Corsan.

A companhia acionou seu plano de emergência depois que equipes técnicas identificaram alterações na estrutura. Moradores de áreas consideradas de risco foram orientados a deixar suas casas, enquanto Defesa Civil, Prefeitura, Corsan e forças de segurança passaram a acompanhar a situação.

A ocorrência acrescentou uma nova frente de atenção à crise, que até então já envolvia danos em áreas urbanas e rurais e a interrupção da BR-116.

Decreto prevê mobilização e ações emergenciais

A declaração de Situação de Emergência de Nível II permite ao município mobilizar os órgãos da Administração Pública para atuar nas ações de resposta, assistência à população, reabilitação das áreas atingidas e recuperação dos serviços públicos essenciais.

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O decreto também autoriza, quando atendidos os requisitos legais, contratações diretas por dispensa de licitação para aquisição de bens e contratação de serviços e obras necessários ao enfrentamento da emergência e à recuperação das áreas atingidas.

O documento determina ainda o levantamento e a consolidação dos danos humanos, materiais, ambientais e dos prejuízos econômicos e sociais. A Defesa Civil municipal deverá manter atualizados os registros e documentos que comprovem os impactos.

A declaração tem validade de 180 dias.

Gabinete de Gestão de Crise

Na noite desta quarta-feira, uma reunião realizada na Prefeitura reuniu representantes do município, da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, da Corsan e das forças de segurança. O encontro resultou na implantação do Gabinete de Gestão de Crise e Desastres Climáticos de São Marcos.

A estrutura passa a concentrar a articulação entre os diferentes órgãos envolvidos na resposta à situação, especialmente diante da necessidade de acompanhamento da barragem, segurança dos moradores, abastecimento de água, infraestrutura e demais efeitos provocados pelas chuvas.

Em comunicado divulgado após a reunião, o gabinete orientou a população a acompanhar exclusivamente as informações divulgadas pelos canais oficiais e permanecer atenta às novas atualizações.

“A Prefeitura seguirá informando a comunidade conforme houver novas informações confirmadas”, informou o comunicado.

Uma crise que se agravou ao longo da semana

A instalação do gabinete ocorre depois de uma sucessão de eventos que modificou o cenário de São Marcos em poucos dias.

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A chuva intensa de domingo e segunda-feira provocou os primeiros alagamentos, deslizamentos e danos. Na sequência, os efeitos sobre o Rio das Antas resultaram na interdição da ponte da BR-116. Já na quarta-feira, a situação da Barragem Arroio São Luiz acrescentou uma nova preocupação, envolvendo a segurança de moradores de áreas específicas e o abastecimento de água do município.

Com o decreto de emergência e a criação do gabinete de crise, São Marcos passa a tratar o conjunto de ocorrências de forma integrada, enquanto os órgãos responsáveis continuam levantando os danos e monitorando a evolução das condições climáticas e das estruturas afetadas.

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