O Corpo de Bombeiros de São Marcos vive um momento de renovação da estrutura operacional, mas também de necessidade de ampliação física e de reforço no efetivo. A avaliação é do novo comandante da unidade, Sargento Volnei Marcos Lütke, que aponta a ampliação do quartel como uma das principais metas de sua gestão.
Em entrevista ao São Marcos Online, Lütke afirmou que assumiu o comando com o objetivo de melhorar o efetivo e destacou que já recebeu uma sinalização sobre a possibilidade de chegada de novos militares ao município.
A expectativa está relacionada à formatura dos bombeiros temporários, prevista para esta sexta-feira, dia 28. Conforme o comandante, existe a possibilidade de que alguns dos militares sejam destinados a São Marcos.
Unidade trabalha com efetivo mínimo
Atualmente, o quartel conta com 14 militares e um servidor civil da Prefeitura. Segundo Lütke, porém, as escalas são organizadas atualmente com três militares, enquanto o número considerado adequado seria de quatro.
“Hoje, nós tamo trabalhando no mínimo do mínimo”, afirmou.
O comandante explica que situações como afastamentos, atestados e outras necessidades podem comprometer ainda mais a composição das guarnições.
Por isso, a eventual chegada de novos militares é considerada importante para melhorar a organização das equipes e a capacidade de atendimento à comunidade.
“Quantos mais a gente tiver, é melhor para atender a comunidade”, destacou Lütke.
Viatura de resgate foi substituída
Enquanto aguarda possíveis mudanças no efetivo, a unidade também passou por melhorias na estrutura operacional.
Uma delas foi a troca da viatura de resgate por outra mais nova, equipada com mais tecnologia e equipamentos.
De acordo com Lütke, a mudança também solucionou uma dificuldade que afetava diretamente a utilização da viatura anterior.
O veículo que estava anteriormente em São Marcos exigia habilitação de categoria C para ser conduzido. Segundo o comandante, apenas parte dos militares possuía a habilitação necessária.
Com isso, a viatura de resgate ficou mais de um ano, chegando a aproximadamente um ano e meio, praticamente parada. A unidade precisava optar entre deslocar a resgate para uma ocorrência ou utilizar os militares em uma ocorrência de incêndio.
Com a nova viatura, todos os militares estão habilitados para conduzi-la, segundo Lütke. A mudança permite maior flexibilidade na escala e possibilita que a equipe possa deslocar a viatura de resgate juntamente com o caminhão de combate a incêndio quando necessário.
A medida também amplia a segurança operacional, já que acidentes podem envolver tanto a população quanto os próprios bombeiros durante o atendimento.
Novo desencarcerador deve chegar em setembro
Outro reforço previsto para a unidade é um novo conjunto desencarcerador a bateria.
Segundo Lütke, o equipamento deve ser recebido no início de setembro por meio de recursos do PSSEG, com participação de empresários na obtenção do investimento.
A chegada do equipamento permitirá que o quartel passe a contar com dois conjuntos desencarceradores: um instalado no caminhão ABT e outro na viatura de resgate.
Na prática, a estrutura amplia a capacidade de atuação em ocorrências de trânsito que exigem o uso de equipamentos para retirar vítimas presas em veículos.
Bote com motor também está previsto
O comandante também anunciou a chegada de um bote com motor.
A unidade já havia recebido anteriormente a carretinha utilizada para transportar o equipamento e agora aguarda o bote motorizado.
Com os novos equipamentos e as viaturas incorporadas à estrutura, Lütke avalia que o quartel estará bem servido do ponto de vista operacional.
Mas surge, justamente nesse cenário, um novo desafio: onde acomodar toda essa estrutura?
Ampliação do quartel é principal objetivo
Com novas viaturas e equipamentos, o comandante afirma que a próxima grande meta é ampliar o quartel.
Segundo Lütke, já estão sendo encaminhadas ideias e documentação para apresentar ao comando e avaliar a possibilidade de ampliação do prédio existente ou de utilização de outra área.
Uma alternativa discutida anteriormente seria a construção de um novo quartel em outra área do município. O comandante, porém, defende que a unidade permaneça dentro da cidade.
Para Lütke, a localização é fundamental para garantir uma resposta rápida às ocorrências.
“São Marcos é cinco minutos, tem que estar na ocorrência”, afirmou.
A avaliação é de que não faria sentido deslocar o quartel para uma área mais distante da região urbana se isso representar aumento no tempo de resposta.
Estrutura precisa acompanhar novos investimentos
A preocupação não está apenas relacionada ao espaço para as viaturas.
Segundo o comandante, a ampliação também seria necessária para acomodar adequadamente os militares e preparar a unidade para um eventual crescimento do efetivo.
Um exemplo citado por Lütke é a possibilidade de chegada de bombeiras. Atualmente, segundo ele, não há militares mulheres na unidade e o quartel não dispõe de alojamento adequado para recebê-las.
A mesma questão se aplica a um eventual aumento geral do número de servidores.
Para o comandante, a estrutura precisa ser planejada pensando não apenas na realidade atual, mas também no crescimento futuro da unidade.
“Não pensar só no agora. A gente tem que pensar mais adiante”, destacou.
Equipamentos precisam de estrutura adequada
Lütkee também relaciona a ampliação do quartel à preservação dos investimentos realizados na unidade.
Com novas viaturas e equipamentos, é necessário garantir um espaço adequado para armazenamento e conservação. O comandante ressalta que os recursos utilizados são públicos e que preservar esses bens significa preservar um investimento feito para atender a população.
A ampliação do quartel aparece, assim, como a principal meta apresentada pelo novo comandante neste momento: melhorar o efetivo, consolidar os investimentos em equipamentos e viaturas e criar uma estrutura física capaz de acompanhar esse crescimento.
A partir da sinalização de possível chegada de novos militares e da documentação que está sendo preparada para discutir a ampliação do quartel, o tema deve ser acompanhado nos próximos meses.


