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A ilusão de que o mundo é grande demais...

Após sete meses vivendo sem endereço fixo, a são-marquense Lore Poleto compartilha encontros inesperados, reencontros do outro lado do mundo e os aprendizados de uma jornada que mostra que o mundo pode ser muito menor do que imaginamos.

A ilusão de que o mundo é grande demais...
Foto: arquivo pessoal

Estou completando 7 meses de vida nômade, sem endereço fixo.

Dentre os inúmeros aprendizados e evoluções desse período, um deles tem me chamado a atenção recentemente: a falsa crença de que “o mundo é grande demais”.

E eu digo isso com uma grande satisfação, na verdade. Talvez seja o fato de que viajantes sempre reconhecem os desafios da estrada, então isso gera uma identificação forte entre nós e uma generosidade que não aconteceria de forma tão intensa, mas o que tenho presenciado com certa frequência é uma série de “coincidências” que são dignas de filme de sessão da tarde.

Nesse período fora “de casa”, eu tive inúmeros encontros não planejados com amigos, conhecidos, conterrâneos e até com uma das minhas influencers de viagem preferidas!

Em Malta, logo no início da viagem, foram dois são-marquenses (um deles que encontrei por acaso no shopping em que ele trabalhava, e com a segunda, dividi apartamento por alguns dias - thank you, Lis, I miss you!). Aqui na Malásia, eu encontrei a Samira, do @blogrolesaleatorios (uma das minhas referências em criação de conteúdo e um amor de pessoa), e no nosso primeiro encontro nos encontramos em um rooftop e soltamos a voz no karaoke. Poucos dias depois, nós duas e minha colega de quarto estoniana estávamos acordando cedo num domingo para participar da The Sky Race - simplesmente a maior corrida em um edifício do mundo - o prédio só perde em altura para o Burj Khalifa! Com muito esforço, subimos os 2845 degraus, fazendo jus ao nome do perfil da Sami e conquistamos uma vista reservada a poucos - geralmente o local não é aberto à visitação naquele ponto. Claro que registramos tudo, pois uma oportunidade dessas não aparece todo dia! (Confira no meu instagram @lorepoleto, me segue e me dá um oi por lá! hehe)

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Menos de duas semanas depois, eu recebo uma mensagem de um amigo brasileiro que conheci no Salar de Uyuni, na Bolívia em 2024: “oi, tu está em Kuala Lumpur? Acabei de chegar na cidade.” E foi assim que a gente se reencontrou do outro lado do mundo, e passou dois dias conversando sobre destinos, expectativas, culinária, tradições culturais, saudades de casa e da nossa língua, dificuldades enfrentadas e o quanto é preciso muito bom humor para contorná-las.

Essa falta de rotina, apesar de ser cansativa em muitos dias, me faz perceber que realmente não existe um único caminho certo a se seguir, e sair do roteiro original pode surpreender positivamente na maioria dos casos. Expandir os nossos horizontes - não só físicos, mas metaforicamente - vem acompanhado de uma dose de desconforto saudável e recomendável, sem a qual a mágica da vida não aconteceria. A gente só precisa se permitir aceitar convites não óbvios e deixar o vento nos levar, um pouquinho que seja.

Eu sou a Lore, e sou profe de inglês, português, fotógrafa e nômade digital.

Convido vocês a me acompanharem nos meus perfis no instagram: @lorepoleto e @teacherlorepoleto, rede que atualizo com mais frequência. Será um prazer ter vocês por lá, e receber uma mensagem dizendo que vieram daqui. Vou ficar muito feliz em saber e responder assim que o fuso permitir, hehe.

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Espero, com minhas palavras, mostrar que construir uma carreira internacional é possível e inspirar mais pessoas a conquistar o mundo – porque com fé, dedicação contínua e um bocado de paciência, o céu é o limite.

Abraços com carinho,

Lore.

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