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A cultura do meme e a falta de identidade na comunicação das empresas

Se existe uma palavra que define o marketing nas redes sociais hoje, talvez ela seja engajamento. Entenda mais sobre o assunto com o especialista em marketing digital, Felipe Nunes

Felipe Nunes fundador da Braava Digital é especialista em marketing digital, estrutura digital e tráfego pago | Foto: arquivo pessoal

Todo mundo quer mais curtidas, mais comentários, mais compartilhamentos e mais visualizações. E, para isso, muitas empresas encontraram um caminho: os memes.

É o meme que está em alta, a trend da semana, o vídeo que faz rir ou aquele conteúdo leve que as pessoas compartilham naturalmente. E eu não vejo problema nenhum nisso.

Aliás, acredito que toda empresa deveria, sim, produzir esse tipo de conteúdo quando fizer sentido para sua comunicação e personalidade da marca.

Os memes têm uma função importante: aproximam marcas das pessoas, aumentam o alcance e ajudam o algoritmo a entregar o conteúdo para mais gente.

Até aí, tudo certo.

O problema começa quando o meme deixa de ser uma ferramenta e passa a ser a estratégia inteira.

Tenho visto empresas que investem boa parte da sua comunicação em conteúdos engraçados, mas esquecem de responder a uma pergunta simples: o que acontece depois que a pessoa ri?

Ela conhece seus produtos?

Entende o seu diferencial?

Confia na sua marca?

Ou simplesmente desliza para o próximo vídeo?

É aí que mora a diferença entre engajamento e resultado.

Um conteúdo pode alcançar milhares de pessoas e, ainda assim, não gerar um único orçamento. Da mesma forma, uma publicação com poucas curtidas pode despertar interesse, fortalecer a marca e trazer novos clientes.

Nem todo conteúdo precisa vender.

Mas também nem todo conteúdo pode existir apenas para entreter.

O marketing funciona como uma engrenagem. Existem conteúdos feitos para gerar alcance. Outros para criar relacionamento. Alguns para construir autoridade. E existem aqueles que têm um único objetivo: vender.

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Quando uma empresa publica apenas memes, ela fortalece apenas uma parte dessa engrenagem.

É como convidar alguém para entrar na loja e esquecer de mostrar o produto.

Outro ponto que me chama atenção é que, na tentativa de acompanhar todas as tendências da internet, muitas marcas acabam perdendo aquilo que têm de mais valioso: a própria identidade.

Começam a falar igual. Postam igual. Parecem iguais.

E, quando isso acontece, deixam de ser lembradas pelo que realmente importa.

O meme pode ser excelente para fazer o algoritmo olhar para o seu perfil.

Mas quem faz o cliente olhar para a sua empresa é o posicionamento.

Por isso, continue usando memes. Continue aproveitando tendências. Continue produzindo conteúdo leve quando ele fizer sentido para a sua marca. Só não permita que o entretenimento substitua a estratégia.

Porque o algoritmo pode até entregar o seu conteúdo para mais pessoas. Mas é a sua identidade e diferenciais que fará essas pessoas escolherem a sua empresa.

Pense nisso e até a próxima!

Felipe Nunes fundador da Braava Digital é especialista em marketing digital, estrutura digital e tráfego pago, e atua ajudando negócios de São Marcos e região a crescerem no ambiente digital.

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