A 25ª Região Tradicionalista (25ª RT) participou, nos dias 14 e 15 de agosto, em Rio Pardo, da 77ª Geração e Distribuição da Chama Crioula, cerimônia que marca oficialmente a abertura dos Festejos Farroupilhas no Rio Grande do Sul. O evento reuniu representantes das regiões tradicionalistas, cavalarianos, lideranças do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e integrantes de entidades tradicionalistas de diferentes municípios.
Em 2026, Rio Pardo, na 5ª Região Tradicionalista, foi escolhido para sediar a cerimônia estadual. A programação teve início na sexta-feira (14), com a geração da Chama Crioula no Parque de Exposições do Sindicato Rural. No sábado (15), ocorreu a distribuição da chama em frente à Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, em uma programação que reuniu tradicionalistas para dar início às cavalgadas que levam as centelhas para diferentes regiões e municípios do Estado.
A escolha de Rio Pardo para sediar a 77ª edição reforça a importância histórica e cultural do município para o tradicionalismo gaúcho. A programação oficial dos Festejos Farroupilhas em Rio Pardo se estende de 14 de agosto a 20 de setembro e inclui atividades culturais, apresentações artísticas e ações voltadas à valorização da história e da formação do povo gaúcho.
25ª RT inicia cavalgada rumo a Farroupilha
Representando a 25ª Região Tradicionalista na programação estadual, participaram o coordenador regional, Rodrigo Ramos; o vice-coordenador, Gilson Boff; o diretor de Cavalgadas, Pedro Novelo; o vice-diretor, Romeu Pasquali; além de conselheiros e demais integrantes do Departamento de Cavalgadas.
Após a participação na 77ª Geração e Distribuição da Chama Crioula, a Comitiva Regional da 25ª RT iniciou, neste domingo (16), uma cavalgada com destino a Farroupilha.
Ao longo do percurso, os cavalarianos deverão percorrer aproximadamente 200 quilômetros, conduzindo a chama e representando a 25ª Região Tradicionalista. A previsão é de que a comitiva chegue a Farroupilha no dia 21 de agosto, quando será recepcionada no Parque Cinquentenário.
A jornada representa a continuidade do trabalho iniciado em Rio Pardo e integra o tradicional movimento de distribuição da Chama Crioula pelas regiões do Estado. Após a cerimônia estadual, as centelhas são conduzidas por cavalarianos até diferentes municípios, onde passam a integrar as programações locais dos Festejos Farroupilhas.
Chama Crioula abre oficialmente os Festejos Farroupilhas
A geração e distribuição da Chama Crioula é realizada anualmente pelo MTG e representa o ato de abertura dos Festejos Farroupilhas. O regulamento do Movimento Tradicionalista Gaúcho estabelece a participação da entidade na organização da cerimônia e na coordenação das cavalgadas relacionadas à distribuição da chama.
A Semana Farroupilha é um período de celebração das tradições gaúchas que envolve CTGs, MTG, entidades tradicionalistas e diferentes segmentos da sociedade. Segundo a Secretaria de Estado da Cultura, os atuais Festejos Farroupilhas têm origem nas comemorações realizadas ao longo das décadas e passaram a incorporar uma programação cultural ampla em diferentes municípios.
O calendário culmina em 20 de setembro, data que remete ao início da Revolução Farroupilha, em 1835. No Rio Grande do Sul, o dia é feriado estadual desde 1995.
Uma tradição que percorre o Estado
A Chama Crioula é um dos principais símbolos dos Festejos Farroupilhas. Depois de acesa e distribuída, ela percorre o Estado pelas mãos dos cavalarianos, chegando às entidades tradicionalistas e comunidades que realizam suas próprias programações durante o período farroupilha.
Em 2026, a tradição também ganha relevância por representar uma mobilização que envolve as 30 regiões tradicionalistas do Rio Grande do Sul. Cerca de 2 mil integrantes eram esperados em Rio Pardo para a cerimônia estadual, segundo informações divulgadas pela Prefeitura do Rio Grande antes do evento.
A Chama Crioula também possui reconhecimento legal como patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul, conforme a Lei Estadual nº 16.169, de 19 de agosto de 2024.
Mais do que o deslocamento de uma centelha, a cavalgada representa um elo entre diferentes gerações e comunidades. O percurso realizado pela 25ª Região Tradicionalista até Farroupilha reafirma o compromisso das entidades com a preservação dos costumes, da história e dos valores do tradicionalismo gaúcho.
A chama, que começou sua jornada em Rio Pardo, segue agora pelas estradas do Estado, conduzida pelos cavalarianos e acolhida pelas comunidades, mantendo viva uma tradição que há décadas faz parte da identidade cultural do Rio Grande do Sul.


