Vacinação contra a dengue começa em São Marcos
Imunização pelo SUS inicia nesta segunda-feira (16) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos no município
Agente de saúde de São Marcos realiza a aplicação da vacina contra a dengue em adolescente do público-alvo da campanha. A imunização está disponível para crianças e jovens de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias nas salas de vacina do município. Para receber a dose, é necessário apresentar cartão de vacinação e documento com foto e/ou CPF. Foto: São Marcos Online / Arquivo.
A vacinação contra a dengue teve início em São Marcos nesta segunda-feira, 16 de fevereiro. A aplicação ocorre em todas as salas de vacina do município, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Epidemiológica, com doses disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesta primeira etapa, o público-alvo é formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses entre a primeira e a segunda aplicação.
A vacina utilizada é a Qdenga, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O imunizante oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue (1, 2, 3 e 4) e integra a estratégia nacional de enfrentamento à doença, que registrou aumento significativo de casos nos últimos anos em diversas regiões do país.
Quem pode e quem não pode se vacinar
A Secretaria Municipal de Saúde reforça orientações importantes:
Quem já teve dengue pode se vacinar, desde que respeite o intervalo mínimo de seis meses após a infecção.
Gestantes, lactantes e pessoas com imunidade comprometida não devem receber a vacina.
Pessoas com febre ou que tenham contraído recentemente dengue, zika, chikungunya ou febre amarela devem aguardar o período recomendado antes da imunização.
Para receber a dose, é necessário apresentar:
- Cartão de vacinação;
- Documento com foto e/ou CPF.
Estratégia nacional e cenário epidemiológico
A inclusão da vacina contra a dengue no SUS representa um avanço relevante na política de saúde pública. O Brasil passou a ofertar a Qdenga prioritariamente para a faixa etária de 10 a 14 anos, considerada estratégica por concentrar índices expressivos de hospitalização em surtos anteriores.
A vacinação, no entanto, não substitui as medidas de prevenção já conhecidas. A eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, como recipientes com água parada, continua sendo fundamental para reduzir a circulação do vírus.
A Administração Municipal destaca que a imunização é um ato de cuidado individual e responsabilidade coletiva. Em caso de dúvidas, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para receber esclarecimentos.










