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Trevo da Bepo avança: município conclui desapropriações e busca recursos junto ao DNIT

Prefeitura de São Marcos já garantiu área necessária para a obra na BR-116 e intensifica articulação política para viabilizar execução do projeto ainda em 2026

Atualizado em 04/04/2026 às 09:04, por Angelo Batecini.

Também participaram do encontro o presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Antônio Brochetto, o presidente da CIC São Marcos, Flávio Sandi, o presidente da AMSM, Arisoli dos Santos, além dos assessores dos parlamentares Guilherme Pasin e Denise Pessoa.

Também participaram do encontro o presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Antônio Brochetto, o presidente da CIC São Marcos, Flávio Sandi, o presidente da AMSM, Arisoli dos Santos, além dos assessores dos parlamentares Guilherme Pasin e Denise Pessoa. Foto: Divulgação.

Uma demanda histórica de São Marcos começa, enfim, a ganhar contornos mais concretos. A implantação do chamado trevo da Bepo/Bontempo, na BR-116, avançou significativamente nas últimas semanas, com a conclusão da etapa de desapropriações por parte do município e a intensificação das tratativas junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Na manhã desta quarta-feira, o prefeito Volmir Rech esteve em Porto Alegre, na sede do DNIT no Rio Grande do Sul, onde foi recebido pelo superintendente regional, Hiratan Pinheiro da Silva. A reunião teve como foco a liberação de recursos para viabilizar a execução da obra.

Também participaram do encontro o presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Antônio Brochetto, o presidente da CIC São Marcos, Flávio Sandi, o presidente da AMSM, Arisoli dos Santos, além dos assessores dos parlamentares Guilherme Pasin e Denise Pessoa.

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Um ponto crítico na BR-116

O trecho, localizado nas proximidades das empresas Bepo e Bontempo, é considerado um dos mais perigosos do município. O acesso pela Rua José Michelon concentra grande fluxo de veículos, incluindo caminhões e ônibus, especialmente em horários de pico ligados à atividade industrial.

A dificuldade de entrada e saída, somada à velocidade da rodovia federal, transforma o local em um ponto recorrente de risco, com registros de acidentes e preocupação constante da comunidade.

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Município antecipou etapa decisiva

Um dos principais avanços, segundo o prefeito, está na postura adotada pela Administração Municipal, que decidiu assumir uma etapa que, tradicionalmente, caberia ao DNIT: o processo de desapropriação das áreas necessárias.

“Se nós esperássemos o DNIT desapropriar, talvez esse trevo levaria mais 40 anos para sair”, afirmou Volmir Rech.

De acordo com o prefeito, foram trabalhadas sete matrículas ao todo, sendo:

  • Três matrículas do lado esquerdo da via, envolvendo moradores locais
  • Quatro matrículas do lado direito, incluindo área da própria empresa e terrenos pertencentes a um mesmo proprietário

A estratégia facilitou o processo de negociação, já que, em um dos lados, tratava-se de apenas um interlocutor.

Área já está disponível
 

Ao todo, o município viabilizou a desapropriação de aproximadamente:

  • 700 metros lineares de área no lado direito
  • Além de um lote totalmente desapropriado e outros dois parcialmente no lado esquerdo

Com isso, toda a área necessária para a implantação do trevo está praticamente liberada.

“O município já fez a sua parte. O terreno está à disposição. Agora o DNIT está apto a abrir a obra, faltando apenas a alocação de recursos”, destacou o prefeito.

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Próximo passo: garantir recursos

Com o projeto técnico já elaborado e a área assegurada, o principal entrave passa a ser a liberação de recursos federais — um desafio ainda maior em ano eleitoral.

A articulação política inclui o envolvimento de parlamentares, como a deputada federal Denise Pessôa e o deputado estadual Neri, que devem atuar na busca por recursos via orçamento ou emendas.

“Nós temos que correr com isso. Se não conseguirmos executar em 2026, o importante é que não vamos retroagir. O terreno já está pronto para o ano que vem”, afirmou Rech.

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Pressão baseada na realidade local

Para reforçar a urgência da obra, o prefeito pretende apresentar ao DNIT registros visuais do fluxo intenso no local, especialmente nos horários de pico, além de destacar o histórico de acidentes.

“Vamos mostrar a realidade: o movimento, o risco e as vidas que já foram perdidas ali”, pontuou.

Caminho só de ida

Mesmo diante das incertezas quanto ao prazo de execução, a avaliação da Administração Municipal é de que o projeto atingiu um ponto irreversível.

“Esse trevo vai sair. Nós já temos o terreno. Se precisar, vamos buscar recurso de emenda ou até alternativa com recurso próprio”, reforçou o prefeito.

A obra é considerada estratégica não apenas para a segurança viária, mas também para o desenvolvimento econômico local, ao qualificar o acesso a importantes empresas instaladas no município.