Trevo da Bepo avança: município conclui desapropriações e busca recursos junto ao DNIT
Prefeitura de São Marcos já garantiu área necessária para a obra na BR-116 e intensifica articulação política para viabilizar execução do projeto ainda em 2026
Também participaram do encontro o presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Antônio Brochetto, o presidente da CIC São Marcos, Flávio Sandi, o presidente da AMSM, Arisoli dos Santos, além dos assessores dos parlamentares Guilherme Pasin e Denise Pessoa. Foto: Divulgação.
Uma demanda histórica de São Marcos começa, enfim, a ganhar contornos mais concretos. A implantação do chamado trevo da Bepo/Bontempo, na BR-116, avançou significativamente nas últimas semanas, com a conclusão da etapa de desapropriações por parte do município e a intensificação das tratativas junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Na manhã desta quarta-feira, o prefeito Volmir Rech esteve em Porto Alegre, na sede do DNIT no Rio Grande do Sul, onde foi recebido pelo superintendente regional, Hiratan Pinheiro da Silva. A reunião teve como foco a liberação de recursos para viabilizar a execução da obra.
Também participaram do encontro o presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Antônio Brochetto, o presidente da CIC São Marcos, Flávio Sandi, o presidente da AMSM, Arisoli dos Santos, além dos assessores dos parlamentares Guilherme Pasin e Denise Pessoa.
Um ponto crítico na BR-116
O trecho, localizado nas proximidades das empresas Bepo e Bontempo, é considerado um dos mais perigosos do município. O acesso pela Rua José Michelon concentra grande fluxo de veículos, incluindo caminhões e ônibus, especialmente em horários de pico ligados à atividade industrial.
A dificuldade de entrada e saída, somada à velocidade da rodovia federal, transforma o local em um ponto recorrente de risco, com registros de acidentes e preocupação constante da comunidade.
Município antecipou etapa decisiva
Um dos principais avanços, segundo o prefeito, está na postura adotada pela Administração Municipal, que decidiu assumir uma etapa que, tradicionalmente, caberia ao DNIT: o processo de desapropriação das áreas necessárias.
“Se nós esperássemos o DNIT desapropriar, talvez esse trevo levaria mais 40 anos para sair”, afirmou Volmir Rech.
De acordo com o prefeito, foram trabalhadas sete matrículas ao todo, sendo:
- Três matrículas do lado esquerdo da via, envolvendo moradores locais
- Quatro matrículas do lado direito, incluindo área da própria empresa e terrenos pertencentes a um mesmo proprietário
A estratégia facilitou o processo de negociação, já que, em um dos lados, tratava-se de apenas um interlocutor.
Área já está disponível
Ao todo, o município viabilizou a desapropriação de aproximadamente:
- 700 metros lineares de área no lado direito
- Além de um lote totalmente desapropriado e outros dois parcialmente no lado esquerdo
Com isso, toda a área necessária para a implantação do trevo está praticamente liberada.
“O município já fez a sua parte. O terreno está à disposição. Agora o DNIT está apto a abrir a obra, faltando apenas a alocação de recursos”, destacou o prefeito.
Próximo passo: garantir recursos
Com o projeto técnico já elaborado e a área assegurada, o principal entrave passa a ser a liberação de recursos federais — um desafio ainda maior em ano eleitoral.
A articulação política inclui o envolvimento de parlamentares, como a deputada federal Denise Pessôa e o deputado estadual Neri, que devem atuar na busca por recursos via orçamento ou emendas.
“Nós temos que correr com isso. Se não conseguirmos executar em 2026, o importante é que não vamos retroagir. O terreno já está pronto para o ano que vem”, afirmou Rech.
Pressão baseada na realidade local
Para reforçar a urgência da obra, o prefeito pretende apresentar ao DNIT registros visuais do fluxo intenso no local, especialmente nos horários de pico, além de destacar o histórico de acidentes.
“Vamos mostrar a realidade: o movimento, o risco e as vidas que já foram perdidas ali”, pontuou.
Caminho só de ida
Mesmo diante das incertezas quanto ao prazo de execução, a avaliação da Administração Municipal é de que o projeto atingiu um ponto irreversível.
“Esse trevo vai sair. Nós já temos o terreno. Se precisar, vamos buscar recurso de emenda ou até alternativa com recurso próprio”, reforçou o prefeito.
A obra é considerada estratégica não apenas para a segurança viária, mas também para o desenvolvimento econômico local, ao qualificar o acesso a importantes empresas instaladas no município.












