SINDISER protocola pedido de reajuste salarial e aumento do vale-alimentação aos servidores municipais de São Marcos
Sindicato reivindica reposição da inflação com ganho real e equiparação do vale-alimentação ao valor pago pelo Legislativo. Piso do magistério também entra na pauta. Impacto do “Descongela Já” preocupa administrações.
O prefeito Volmir Nazareno Rech e a vice-prefeita Fabiana Dutra de Oliveira receberam, no Gabinete Municipal, o presidente do SINDISER, Vanderlei Bresolin, e a diretora financeira do sindicato, Zulmara Isabel dos Santos Brigolini, que protocolaram ofício solicitando reajuste salarial e aumento do vale-alimentação dos servidores municipais. Foto: Reprodução Sindiser.
Na tarde da última quarta-feira, 14 de janeiro, a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de São Marcos (SINDISER) esteve no Gabinete do Prefeito para protocolar oficialmente um pedido de reajuste salarial e aumento do valor do vale-alimentação dos servidores municipais. A solicitação foi encaminhada por meio do Ofício nº 06/2026, entregue ao prefeito Volmir Nazareno Rech.
De acordo com o sindicato, o pedido de reajuste salarial para 2026 é de 7%, sendo 3,9% referentes ao INPC e 3,1% de aumento real, como forma de recomposição do poder de compra dos servidores.
Já em relação ao vale-alimentação, o SINDISER solicita que o valor diário seja equiparado ao praticado pelo Legislativo Municipal, atualmente em R$ 35,00, enquanto os servidores do Executivo recebem R$ 32,00. A reivindicação representa um acréscimo de R$ 3,00 por dia, além do pedido para que o reajuste passe a valer no mesmo mês da sanção da lei, e não apenas no mês subsequente.
Perda do poder de compra motiva reivindicação
Em entrevista ao São Marcos Online, o presidente do SINDISER, Vanderlei Bresolin, explicou que o pedido se baseia em estudos realizados pelo sindicato ao longo dos últimos anos.
“Se tu for olhar o conteúdo do ofício, nós estamos nos equiparando ao salário mínimo. Num estudo que fizemos nos últimos 10 anos, os índices de aumento do salário mínimo sempre foram maiores do que os nossos reajustes. Ou seja, estamos perdendo poder de compra”, afirmou Bresolin.
Segundo ele, a reivindicação busca corrigir essa defasagem histórica, embora o sindicato reconheça que o cenário fiscal pode dificultar o atendimento integral do pedido.
“Pelo que eu entendi do prefeito, em função do ‘Descongela Já’, os prefeitos ainda não sabem qual será o impacto nos cofres do município. Então, talvez ele não atenda nosso pedido neste momento, porque agora os municípios terão que fazer estudos para entender esse impacto”, completou.
Piso do magistério também entra na pauta
Outro ponto tratado na reunião foi o piso salarial dos professores. Bresolin destacou a preocupação do sindicato com o índice inicialmente divulgado para 2026.
“Foi divulgado inicialmente um índice de 0,37%, o que daria cerca de R$ 18 de aumento no piso. Nossa reivindicação é que, se o prefeito seguir o piso nacional, o mesmo percentual seja aplicado às demais classes do funcionalismo”, explicou.
Impacto do “Descongela Já” preocupa administrações
A reunião também abordou os desdobramentos da sanção da Lei Complementar nº 226/2026, conhecida como “Descongela Já”, publicada no Diário Oficial da União no dia 12 de janeiro. A nova legislação reconhece oficialmente o tempo de serviço dos servidores durante a pandemia da Covid-19, encerrando o congelamento de 583 dias imposto pela Lei Complementar nº 173/2020.
A medida restabelece a contagem de tempo para benefícios como anuênios, triênios, quinquênios, sexta-parte e licença-prêmio, além de permitir a reivindicação de recomposição financeira retroativa, desde que haja lei municipal específica e disponibilidade orçamentária.
Segundo o SINDISER, o sindicato seguirá acompanhando os encaminhamentos da administração municipal quanto à aplicação da nova legislação em São Marcos.
“A publicação da lei representa uma vitória importante e uma questão de justiça aos servidores que permaneceram trabalhando durante a pandemia. O sindicato continuará vigilante para garantir que esses direitos sejam efetivamente reconhecidos no município”, concluiu Bresolin.
A administração municipal ainda não se manifestou oficialmente sobre os pedidos apresentados pelo sindicato.












