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São Marcos apresenta primeiro Plano Municipal de Contingência e fortalece estrutura da Defesa Civil

Documento estabelece protocolos para resposta a desastres, define responsabilidades entre órgãos públicos e instituições e marca uma nova etapa na organização da Defesa Civil do município.

Coordenador da Defesa Civil de São Marcos, Júlio Cristiano Santos da Rosa, apresenta o Plano Municipal de Contingência a representantes de entidades, secretarias, forças de segurança, vereadores, servidores públicos e imprensa, reunidos no Auditório da Prefeitura.
O coordenador da Defesa Civil de São Marcos, Júlio Cristiano Santos da Rosa, conduziu a apresentação do Plano Municipal de Contingência (PlanCon 2026), documento que estabelece protocolos de prevenção e resposta a desastres no município. O encontro reuniu representantes da sociedade civil, instituições, secretarias municipais, vereadores, servidores públicos e imprensa. Foto: Angelo Batecini / São Marcos Online.

A Defesa Civil de São Marcos apresentou oficialmente, na tarde desta quarta-feira, o Plano Municipal de Contingência de Proteção e Defesa Civil (PlanCon 2026), documento que passa a orientar a atuação do município em situações de emergência provocadas por desastres naturais e eventos climáticos extremos. A apresentação ocorreu no Auditório Municipal Joaquim Grison e reuniu representantes da sociedade civil, entidades, instituições locais, secretários municipais, vereadores, servidores públicos de setores estratégicos, além da imprensa.

A condução dos trabalhos ficou a cargo do coordenador municipal da Defesa Civil, Tenente Júlio Cristiano Santos da Rosa, e da servidora Priscila Bertoi Sakis Spohr, que detalharam o processo de elaboração do plano, sua fundamentação legal e a estrutura operacional prevista para atuação em momentos de crise. Ao final do encontro, o prefeito Volmir Rech destacou a importância do trabalho preventivo e do fortalecimento institucional da Defesa Civil.

O PlanCon representa um marco para São Marcos ao estabelecer, de forma organizada, procedimentos para prevenção, monitoramento, resposta, assistência e recuperação diante de ocorrências como deslizamentos de terra, enxurradas e inundações, riscos que fazem parte da realidade da Serra Gaúcha. Elaborado em conformidade com a Lei Federal nº 12.608/2012, o documento atende à exigência legal de que os municípios possuam planejamento específico para enfrentamento de desastres.

Quem faz o quê durante uma emergência

Um dos principais destaques do plano é a implantação formal do Sistema de Comando de Operações (SCO), metodologia adotada nacionalmente pela Defesa Civil para organizar a gestão de crises.

O sistema define previamente a estrutura de comando, estabelecendo responsabilidades para cada secretaria municipal, órgãos de segurança, equipes de saúde e demais instituições parceiras. A organização contempla áreas como Operações, Planejamento, Logística e Administração, permitindo que cada setor saiba exatamente qual papel desempenhar desde os primeiros minutos de uma ocorrência.

O prefeito Volmir Rech, a servidora da Defesa Civil Priscila Bertoi Sakis Spohr, o coordenador municipal da Defesa Civil Júlio Cristiano Santos da Rosa e a vice-prefeita Fabiana Dutra de Oliveira participaram da apresentação oficial do Plano Municipal de Contingência (PlanCon 2026), documento que estabelece protocolos e responsabilidades para prevenção, resposta e recuperação em situações de desastres no município. Foto: Angelo Batecini / São Marcos Online.

Segundo o plano, a coordenação geral ficará sob responsabilidade da Defesa Civil Municipal, com o Gabinete do Prefeito funcionando como Posto de Comando sempre que houver necessidade de ativação das operações.

Da prevenção até a recuperação

Durante a apresentação, também foram detalhadas as cinco fases que orientam a atuação da Defesa Civil:

  • prevenção;
  • mitigação;
  • preparação;
  • resposta;
  • recuperação.

O documento estabelece desde o monitoramento permanente das condições meteorológicas até a emissão de alertas, mobilização das equipes, abertura de abrigos, atendimento às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução das áreas afetadas.

Outro ponto importante é a definição dos critérios para ativação do plano, que poderá ocorrer diante de eventos como enxurradas, enchentes e movimentos de massa, por decisão do prefeito, vice-prefeita ou coordenador municipal da Defesa Civil.

Abrigos e pontos estratégicos já definidos

O PlanCon também identifica previamente os locais que poderão ser utilizados para acolhimento da população em caso de necessidade.

Foram definidos como abrigos oficiais:

  • Centro de Eventos Alexandre Zaniol;
  • Pavilhão Manoel Ramos de Castilhos (Pavilhão da Ameixa);
  • Associação dos Motoristas de São Marcos.

Além disso, o documento estabelece o Centro de Eventos João Fontana como centro logístico das operações e o Estádio Municipal Elias Soldatelli como heliponto para apoio às ações de emergência.

Comunicação oficial durante crises

Outro aspecto abordado na apresentação foi o gerenciamento da informação em situações de emergência.

O plano determina que todas as informações oficiais sejam centralizadas pela estrutura de comunicação prevista no Sistema de Comando de Operações, com a finalidade de garantir informações rápidas, precisas e confiáveis à população, combater rumores e orientar corretamente a comunidade durante eventos críticos.

Estrutura fortalecida

Além da apresentação do plano, os participantes conheceram a evolução da estrutura da Defesa Civil Municipal nos últimos anos.

A apresentação relembrou a criação da Coordenadoria Municipal em 2001, do Fundo Municipal e da conta exclusiva da Defesa Civil em 2023, da criação do cargo de coordenador em 2025 e das ações previstas para 2026, entre elas a implantação do Conselho Municipal de Defesa Civil, a definição do depósito próprio da instituição e o treinamento de agentes voluntários.

Com a oficialização do PlanCon, São Marcos passa a contar com um instrumento que organiza, integra e padroniza a atuação dos órgãos públicos e instituições parceiras diante de situações de risco, fortalecendo a capacidade de resposta do município e ampliando a segurança da população frente aos desafios impostos pelos eventos climáticos cada vez mais frequentes.

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