RS avança na expansão do saneamento e projeta universalização até 2033
A iniciativa integra um plano que busca universalizar o saneamento até 2033, em linha com o Marco Legal do setor, que estabelece metas de 99% de cobertura de água tratada e 90% de coleta e tratamento de esgoto.
Foto: São Marcos Online | Arquivo
O Rio Grande do Sul vive um dos maiores ciclos de investimentos em saneamento básico de sua história. Em 2026, a Corsan prevê a implantação de 1.741 quilômetros de redes de esgoto e mais de 155 mil novas ligações, ampliando o acesso aos serviços para cerca de 955 mil pessoas.
A iniciativa integra um plano que busca universalizar o saneamento até 2033, em linha com o Marco Legal do setor, que estabelece metas de 99% de cobertura de água tratada e 90% de coleta e tratamento de esgoto. A projeção é de que, até lá, sejam implantados aproximadamente 18 mil quilômetros de redes de esgoto em todo o estado.
Além de ampliar o atendimento, os investimentos devem evitar que um volume equivalente a 7,2 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento seja despejado anualmente no meio ambiente. O ciclo de obras previsto para 2026 também deve gerar cerca de 7,3 mil empregos.
Entregas recentes impulsionam avanço
Os números projetados para 2026 dão sequência ao ritmo de investimentos registrado em 2025. No ano passado, foram aplicados quase R$ 2 bilhões, sendo cerca de metade destinada à expansão do esgotamento sanitário. No período, foram implantados 531 quilômetros de redes e realizadas mais de 41 mil novas ligações.
Municípios da Serra Gaúcha e Região Nordeste, como Bento Gonçalves, Gramado, Canela, Carlos Barbosa, Serafina Corrêa e Cotiporã, estão entre os que recebem obras de ampliação dos sistemas.
Há ainda casos em que os índices já superam metas nacionais. Cidades como Esteio, Aceguá e Pedras Altas já alcançaram mais de *90% de coleta e tratamento de esgoto*, patamar previsto para o país apenas em 2033.
Impactos na saúde e no meio ambiente
A ampliação da infraestrutura de saneamento tem impacto direto na saúde pública. Em 2024, o estado registrou 11,7 mil internações por doenças de veiculação hídrica, evidenciando a relação entre a falta de tratamento adequado e problemas de saúde.
As obras também contribuem para reduzir o descarte irregular de resíduos, melhorar a qualidade ambiental e valorizar áreas urbanas. Apesar de intervenções temporárias, como bloqueios de vias e alterações no trânsito, os benefícios são considerados permanentes.
Responsabilidade compartilhada
O avanço do saneamento envolve diferentes atores. Enquanto o poder público atua em áreas como drenagem urbana e gestão de resíduos sólidos, a Corsan é responsável pela ampliação e operação dos sistemas de água e esgoto. Já a população tem papel fundamental ao conectar os imóveis às redes disponíveis e utilizar corretamente os serviços.
Atualmente, a Corsan, integrante do Grupo Aegea, atende 317 municípios gaúchos e projeta investimentos de cerca de R$ 15 bilhões até 2033, consolidando um dos maiores programas de expansão do setor no estado.










