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RS avança na expansão do saneamento e projeta universalização até 2033

A iniciativa integra um plano que busca universalizar o saneamento até 2033, em linha com o Marco Legal do setor, que estabelece metas de 99% de cobertura de água tratada e 90% de coleta e tratamento de esgoto.

Atualizado em 27/03/2026 às 10:03, por Liliane Cioato.

Foto: São Marcos Online | Arquivo

O Rio Grande do Sul vive um dos maiores ciclos de investimentos em saneamento básico de sua história. Em 2026, a Corsan prevê a implantação de 1.741 quilômetros de redes de esgoto e mais de 155 mil novas ligações, ampliando o acesso aos serviços para cerca de 955 mil pessoas.

A iniciativa integra um plano que busca universalizar o saneamento até 2033, em linha com o Marco Legal do setor, que estabelece metas de 99% de cobertura de água tratada e 90% de coleta e tratamento de esgoto. A projeção é de que, até lá, sejam implantados aproximadamente 18 mil quilômetros de redes de esgoto em todo o estado.

Além de ampliar o atendimento, os investimentos devem evitar que um volume equivalente a 7,2 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento seja despejado anualmente no meio ambiente. O ciclo de obras previsto para 2026 também deve gerar cerca de 7,3 mil empregos.

Entregas recentes impulsionam avanço

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Os números projetados para 2026 dão sequência ao ritmo de investimentos registrado em 2025. No ano passado, foram aplicados quase R$ 2 bilhões, sendo cerca de metade destinada à expansão do esgotamento sanitário. No período, foram implantados 531 quilômetros de redes e realizadas mais de 41 mil novas ligações.

Municípios da Serra Gaúcha e Região Nordeste, como Bento Gonçalves, Gramado, Canela, Carlos Barbosa, Serafina Corrêa e Cotiporã, estão entre os que recebem obras de ampliação dos sistemas.

Há ainda casos em que os índices já superam metas nacionais. Cidades como Esteio, Aceguá e Pedras Altas já alcançaram mais de *90% de coleta e tratamento de esgoto*, patamar previsto para o país apenas em 2033.

Impactos na saúde e no meio ambiente

A ampliação da infraestrutura de saneamento tem impacto direto na saúde pública. Em 2024, o estado registrou 11,7 mil internações por doenças de veiculação hídrica, evidenciando a relação entre a falta de tratamento adequado e problemas de saúde.

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As obras também contribuem para reduzir o descarte irregular de resíduos, melhorar a qualidade ambiental e valorizar áreas urbanas. Apesar de intervenções temporárias, como bloqueios de vias e alterações no trânsito, os benefícios são considerados permanentes.

Responsabilidade compartilhada

O avanço do saneamento envolve diferentes atores. Enquanto o poder público atua em áreas como drenagem urbana e gestão de resíduos sólidos, a Corsan é responsável pela ampliação e operação dos sistemas de água e esgoto. Já a população tem papel fundamental ao conectar os imóveis às redes disponíveis e utilizar corretamente os serviços.

Atualmente, a Corsan, integrante do Grupo Aegea, atende 317 municípios gaúchos e projeta investimentos de cerca de R$ 15 bilhões até 2033, consolidando um dos maiores programas de expansão do setor no estado.