Prefeito e vice registram ocorrência após acusações de compra de votos; Polícia Civil afirma que não há investigação em andamento até o momento
Prefeito e vice registraram ocorrência por divulgação de fake news e crimes contra a honra; Polícia Civil afirma que não há investigação sobre compra de votos em andamento e MP ainda não respondeu aos questionamentos do SMO, até a publicação desta reportagem.
Em frente à Delegacia de Polícia, o prefeito Volmir Rech e a vice-prefeita Fabiana Dutra de Oliveira gravaram vídeo após registrarem ocorrência relacionada à divulgação de conteúdos que apontam suposta compra de votos. Polícia Civil afirma que não há investigação em andamento sobre o caso. Foto: Divulgação.
O prefeito de São Marcos, Volmir Rech, e a vice-prefeita Fabiana Dutra de Oliveira estiveram na Delegacia de Polícia nesta semana para registrar ocorrência após a divulgação de conteúdos em uma página anônima no Facebook.
As publicações expõem áudios que, segundo a página, comprovariam suposta compra de votos nas últimas eleições municipais. O material menciona nominalmente o prefeito e a vice e afirma que haveria investigação em andamento, inclusive sob segredo de Justiça.
Em vídeo gravado em frente à Delegacia, ambos negaram as acusações, afirmaram que não respondem a qualquer procedimento por compra de votos e classificaram o conteúdo como tentativa de desinformação. Eles também destacam que a denúncia mencionada nas postagens já havia sido analisada e arquivada, conforme anteriormente publicado pelo São Marcos Online.
O que diz a Polícia Civil
Em entrevista ao SMO, o delegado Rafael Keller esclareceu que a ocorrência registrada trata de divulgação de fake news e possíveis crimes contra a honra.
Segundo ele, as publicações estariam vinculando indevidamente uma investigação anterior, relacionada a denúncias de desvio de donativos, ainda da gestão passada, a uma suposta apuração sobre compra de votos da atual administração.
“Para nós, Delegacia de São Marcos, Polícia Civil, e até pelo contato que temos com o Ministério Público, nada foi nos repassado a respeito disso. Então, nós não temos nada em andamento a respeito de compra de votos”, afirmou o delegado.
Keller reforçou que, até o momento, não há investigação em curso na Delegacia local sobre compra de votos envolvendo o prefeito ou a vice-prefeita. Também declarou que não tem conhecimento de procedimento do Ministério Público nesse sentido e que, quando há investigações dessa natureza, normalmente há compartilhamento de informações com a Polícia Civil para instrução de eventual apuração criminal.
Questionamento ao Ministério Público
O São Marcos Online encaminhou questionamento formal ao Ministério Público, por meio de sua assessoria de imprensa, solicitando esclarecimentos sobre eventual investigação relacionada a compra de votos mencionada na página anônima.
Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.
O que se sabe oficialmente, até o momento, é que a denúncia referida pela página já havia sido arquivada, fato já noticiado pelo SMO anteriormente.
Relação com a Operação Ascaris
Outro ponto que circula nas redes é uma tentativa de associação entre a denúncia de suposta compra de votos e a Operação Ascaris, que investiga desvio de doações destinadas às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.
Conforme apurado, a denúncia mencionada nas publicações não estaria relacionada à Operação Ascaris. Embora uma das pessoas citadas na denúncia seja casada com servidor investigado na operação, não há, até o momento, confirmação oficial de qualquer vínculo entre os fatos.
A página anônima sustenta que haveria investigação sob segredo de Justiça envolvendo compra de votos. Contudo, essa informação não foi confirmada nem pela Polícia Civil nem pelo Ministério Público até o momento.
O papel do jornalismo
Diante de acusações graves, que impactam diretamente a esfera política e institucional do município, o São Marcos Online reafirma seu compromisso com o jornalismo responsável, pautado em fontes oficiais e verificação rigorosa dos fatos.
Denúncias informais e publicações anônimas, sem a devida averiguação, podem gerar desinformação e comprometer a compreensão pública da realidade. A responsabilidade na apuração e na divulgação de informações é essencial para preservar a confiança da comunidade e o equilíbrio democrático.
O SMO seguirá acompanhando o caso e atualizará os leitores assim que houver manifestação oficial do Ministério Público ou novos desdobramentos na investigação.












