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Obras avançam na Serra das Antas com três frentes de trabalho e bloqueios parciais até o km 100

Intervenções se concentram no km 96,5, próximo à ponte sobre o Rio das Antas, além de outros dois pontos com sistema pare e siga até o km 100; trabalhos integram plano de recuperação após as chuvas de 2024.

Atualizado em 23/02/2026 às 15:02, por Angelo Batecini.

Máquinas e equipes trabalham no rebaixe da pista no km 96,5 da Serra das Antas, com escavações, perfurações e estrutura de contenção ao lado da encosta.

Máquinas e equipes trabalham no rebaixe da pista no km 96,5 da Serra das Antas, com escavações, perfurações e estrutura de contenção ao lado da encosta. Foto: São Marcos Online.

As obras de recuperação na Serra das Antas, trecho que liga a região de São Marcos a Campestre da Serra, foram intensificadas nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2025. Três frentes de trabalho atuam simultaneamente ao longo da rodovia, com destaque para o km 96,5, ponto crítico onde um deslizamento de grandes proporções, durante as chuvas de 2024, comprometeu metade da pista nas proximidades da ponte sobre o Rio das Antas.

No local, é expressiva a presença de máquinas pesadas, caminhões, perfuratrizes e equipes técnicas de empresas terceirizadas que prestam serviço ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Além do km 96,5, outros dois pontos até a altura do km 100 operam com sistema de pare e siga, exigindo atenção redobrada dos motoristas que trafegam no sentido Campestre da Serra – São Marcos.

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Escavações, drenagens e contenções

As intervenções incluem escavações profundas, implantação de sistemas de drenagem, contenções de encostas, movimentação de terra e detonação controlada de rochas. O objetivo é estabilizar taludes e garantir maior segurança estrutural ao traçado, reduzindo o risco de novos deslizamentos, especialmente em períodos de chuva intensa.

O trecho do km 96,5 tornou-se símbolo da vulnerabilidade da Serra após os eventos climáticos extremos de 2024. Na ocasião, parte da pista cedeu, exigindo intervenções emergenciais e a implantação de operação controlada para manutenção do fluxo.

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Compromisso de reconstrução

Em entrevistas concedidas anteriormente ao São Marcos Online, o então superintendente regional do DNIT no Rio Grande do Sul, Daniel Benke, já havia destacado que a recuperação da Serra das Antas exigiria soluções técnicas definitivas, e não apenas ações paliativas.

Benke afirmou à época que o planejamento previa obras estruturais robustas, com foco em drenagem profunda e contenções definitivas, considerando o histórico geológico da região. O DNIT também ressaltou, em manifestações oficiais enviadas ao portal, que a recuperação seria feita em etapas, priorizando inicialmente a segurança do tráfego e, na sequência, a recomposição integral da plataforma da rodovia.

A mobilização atual indica avanço nessa fase estrutural, com intervenções mais complexas e de maior envergadura técnica.

Intervenções também na Serra do Rio São Marcos

No sentido oposto, em direção a Caxias do Sul, na Serra do Rio São Marcos, as obras também seguem em estágio avançado. Ali, as intervenções iniciadas após as chuvas de 2024 já apresentam evolução significativa, com contenções praticamente consolidadas em alguns trechos e recomposição de taludes.

O conjunto de ações integra um planejamento mais amplo de recuperação da malha viária afetada pelos eventos climáticos extremos do ano passado, que impactaram diversos pontos estratégicos da Serra Gaúcha.

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Atenção redobrada

Motoristas que trafegam pela Serra das Antas devem redobrar a atenção, respeitar a sinalização e considerar possíveis atrasos no tempo de deslocamento devido às operações de pare e siga. A recomendação é programar a viagem e acompanhar atualizações oficiais sobre as condições da rodovia.

A intensificação das obras nesta fase reforça o esforço para garantir segurança e estabilidade duradoura em um dos principais corredores logísticos da região, fundamental para o escoamento da produção e a mobilidade entre os municípios da Serra.