Quem passou pela BR-116 em São Marcos nos últimos dias percebeu uma novidade na paisagem da rodovia. Na última sexta-feira, dia 29 de maio, equipes realizaram a instalação de novas placas de sinalização nos pórticos localizados nas proximidades do Bairro Michelon, no km 112 da rodovia federal.
A nova sinalização integra o conjunto de melhorias que vêm sendo executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ao longo do trecho que corta o município. Além de orientar os motoristas, as placas reforçam aspectos de segurança viária e marcam a entrada no perímetro urbano da cidade.
No sentido Norte, em direção a Vacaria e Santa Catarina, uma das placas informa as distâncias para Vacaria (71 quilômetros), Divisa RS/SC (112 quilômetros) e Lages (171 quilômetros). Outra estrutura traz uma mensagem educativa: “Não construa na faixa de domínio”, alertando sobre a necessidade de preservação das áreas pertencentes à rodovia.
Já para quem trafega no sentido Sul, chegando a São Marcos, a sinalização identifica oficialmente o início do perímetro urbano do município e estabelece o limite regulamentado de velocidade em 60 km/h no trecho.

Embora a instalação das placas seja uma ação pontual, ela simboliza um momento importante da BR-116 em São Marcos, que vive um dos maiores ciclos de intervenções das últimas décadas após os severos danos provocados pelas enchentes de maio de 2024.
Obras seguem em diferentes pontos da rodovia
Desde os eventos climáticos extremos que atingiram a Serra Gaúcha, o DNIT mantém diversas frentes de trabalho entre São Marcos, Campestre da Serra e Vacaria.
DNIT atua em obras de recuperação em 10 pontos da BR-116 entre São Marcos e Campestre da SerraO principal ponto de atenção continua sendo o km 96,5, próximo à Ponte do Rio das Antas. O local sofreu um grande deslizamento que comprometeu parte da plataforma da rodovia e, desde então, opera com restrições de tráfego.
Atualmente, são executadas obras de recuperação da encosta, contenções, drenagem e reconstrução da estrutura da pista. O trecho integra um amplo pacote de intervenções emergenciais que busca garantir segurança e estabilidade permanentes para a rodovia.
Km 108 ainda exige atenção dos motoristas
Outro ponto que segue recebendo intervenções é o km 108, nas proximidades do Bairro Bela Vista.
Obras no km 108 da BR-116, próximo ao Bairro Bela Vista, operam com pare e siga nesta semanaEmbora o trecho já tenha passado por obras emergenciais após as enchentes, novas etapas de manutenção e reforço estrutural continuam sendo executadas. Por isso, operações de pare e siga seguem sendo adotadas periodicamente para permitir o avanço dos trabalhos com segurança.
A recomendação do DNIT permanece sendo que os usuários programem suas viagens considerando possíveis retenções temporárias.
Trecho urbano recebeu revitalização
Entre os quilômetros 110 e 116, que compreendem boa parte do perímetro urbano de São Marcos, o cenário é diferente.
Nos últimos meses foram concluídas obras de revitalização da pista, incluindo novo revestimento asfáltico, recuperação de segmentos desgastados, melhorias na sinalização horizontal e serviços de conservação.
A instalação das novas placas no km 112 complementa esse processo de qualificação do trecho urbano, oferecendo melhor orientação aos motoristas e reforçando a identidade da entrada da cidade.
Trevo da Bepo segue entre as prioridades
Além das obras em andamento, uma das principais demandas de São Marcos junto ao DNIT continua sendo a implantação do chamado Trevo da Bepo.
O município já concluiu as desapropriações necessárias para viabilizar o projeto e mantém articulações junto ao governo federal para garantir os recursos necessários para a execução da obra, considerada estratégica para a segurança viária e para o desenvolvimento da região.
Da recuperação dos danos causados pelas enchentes às melhorias de sinalização e infraestrutura urbana, a BR-116 vive um período de transformação em São Marcos.
A nova sinalização instalada no Bairro Michelon representa mais um passo nesse processo, que busca não apenas restaurar os trechos afetados pelos eventos climáticos, mas também qualificar a experiência dos milhares de motoristas que utilizam diariamente uma das principais rodovias do Sul do Brasil.







