Mais de oito milhões de eleitores gaúchos vão às urnas neste domingo (4) para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, e contará com um esquema especial de segurança em todo o Rio Grande do Sul.
Ao todo, mais de 9.500 agentes de segurança pública estarão mobilizados na Operação Eleições 2026. O trabalho envolve reforço do policiamento, fiscalização, prevenção de ocorrências e atuação integrada de diferentes órgãos para garantir o funcionamento das seções eleitorais e a segurança de eleitores, mesários e equipes envolvidas no pleito.
O planejamento estabelece como pontos prioritários os locais de votação, as rotas utilizadas para o transporte de urnas e materiais eleitorais, os locais de totalização e apuração dos votos, vias públicas estratégicas e municípios de fronteira e de divisa.
A Brigada Militar será responsável pelo policiamento ostensivo nessas áreas, com atenção especial à prevenção de situações que possam comprometer a ordem pública.
Fiscalização de crimes eleitorais
Entre as situações que estarão no foco das equipes está a chamada boca de urna, que inclui a tentativa de aliciar eleitores e outras formas de propaganda eleitoral proibidas no dia da votação.
De acordo com as regras eleitorais, no domingo é permitida apenas a manifestação individual e silenciosa da preferência política, por meio de itens como bandeiras, broches, adesivos ou camisetas. Já a propaganda de candidatos e partidos, a arregimentação de eleitores e a boca de urna são proibidas durante o período de votação.
Além da Brigada Militar, participam das ações a Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto-Geral de Perícias, DetranRS, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Defesa Civil, Guardas Municipais e demais instituições parceiras.
Estrutura preparada para situações de emergência
O planejamento também prevê medidas de contingência para possíveis problemas durante o processo eleitoral. Entre os cenários considerados estão falhas ou problemas logísticos envolvendo urnas, bloqueios de estradas e outras rotas, interrupções de energia ou comunicação, eventos climáticos severos, tumultos, violência política e situações de desinformação de alto impacto.
Nesses casos, a resposta será realizada de forma escalonada, conforme a necessidade, com acionamento dos órgãos responsáveis, utilização de rotas alternativas, reforço das equipes e adoção de canais de comunicação de apoio.
A operação também prevê integração permanente com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), responsável pela organização e condução do processo eleitoral no Estado.
Centro Integrado fará monitoramento
Na sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICCE) será responsável por coordenar o monitoramento das ocorrências relacionadas à operação.
A estrutura contará ainda com coordenadores locais, comandos regionais e equipes distribuídas pelo Estado. As informações registradas em campo serão repassadas às estruturas de comando para permitir respostas coordenadas diante de eventuais ocorrências.
O TRE-RS também mantém procedimentos próprios de fiscalização e auditoria das urnas. Neste sábado (3), por exemplo, o Tribunal realiza a emissão da chamada zerésima do sistema de totalização, documento que comprova que não existem votos registrados no banco de dados antes do início do processamento dos resultados.
Eleitores devem ficar atentos
No primeiro turno, os eleitores gaúchos escolherão representantes para seis cargos, na seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República.
A orientação é que os eleitores se programem para chegar ao local de votação com antecedência e respeitem as regras eleitorais. A mobilização das forças de segurança ocorre justamente para garantir que o processo transcorra dentro da normalidade em todo o Estado.


