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Governo Federal anuncia recuperação emergencial e confirma nova ponte sobre o Rio das Antas

DNIT prevê início dos trabalhos até a primeira quinzena de outubro; estrutura atual também será substituída por uma nova ponte dentro do Proarte.

Vista de baixo da ponte sobre o Rio das Antas, mostrando toda a extensão da estrutura e o pilar danificado.
Vista de baixo da ponte sobre o Rio das Antas, na BR-116, entre São Marcos e Campestre da Serra, com o pilar danificado após a cheia. A estrutura permanece interditada enquanto o DNIT prepara a intervenção emergencial. Foto: Angelo Batecini/São Marcos Online.

Depois de uma semana marcada por apreensão, interdição e incertezas, surge uma perspectiva concreta de solução para a ligação entre São Marcos e Campestre da Serra pela BR-116. O Ministério dos Transportes anunciou nesta quinta-feira (24) uma ação emergencial para recuperar a ponte sobre o Rio das Antas, no km 95,7, e restabelecer o tráfego com segurança.

A informação representa um novo capítulo para uma estrutura que, nos últimos anos, já esteve no centro das preocupações da comunidade regional. E, desta vez, há também uma novidade de longo prazo: além da intervenção emergencial, o Governo Federal confirmou que a ponte atual está prevista para ser demolida e substituída por uma nova estrutura.

Segundo o Ministério dos Transportes, os serviços emergenciais serão realizados pelo DNIT por meio de um contrato de manutenção já existente. A previsão é que os trabalhos na estrutura tenham início até a primeira quinzena de outubro.

Ainda não há, entretanto, uma data definida para a reabertura da ponte. A inspeção técnica continua orientando a definição dos serviços necessários para o reforço da estrutura e para que, posteriormente, o tráfego possa ser liberado com segurança.

Uma informação que começou no local

A atual interdição teve um elemento importante acompanhado pelo São Marcos Online desde o primeiro momento.

Na terça-feira (22), durante uma vistoria no local, a própria reportagem do SMO identificou sinais de deslocamento e danos em um dos pilares da ponte e levou a situação ao conhecimento dos órgãos responsáveis. Na sequência, equipes do DNIT realizaram uma avaliação emergencial e determinaram a interdição total da estrutura.

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No dia seguinte, o SMO acompanhou uma nova vistoria técnica realizada pelo DNIT e conversou com o chefe da unidade de Vacaria, Daniel Benke. Na ocasião, foi confirmado que um dos pilares havia sido totalmente removido pela força da água e que outro apresentava dano estrutural caracterizado tecnicamente como flambagem.

O acompanhamento da situação permitiu que a comunidade tivesse acesso às primeiras informações sobre a dimensão do problema enquanto os estudos técnicos eram realizados.

Chuva, força da água e danos na estrutura

Na avaliação preliminar divulgada pelo Ministério dos Transportes, o principal fator associado aos danos foi o grande volume de troncos, galhos e vegetação arrastados pela cheia do Rio das Antas.

Esse material teria se acumulado junto aos pilares, aumentando o impacto e a força da correnteza sobre a estrutura. O maior comprometimento ocorreu em um dos pilares do lado de São Marcos.

Por segurança, a travessia permanece totalmente interditada. Para quem precisa fazer o deslocamento entre Caxias do Sul e Vacaria, a orientação oficial continua sendo utilizar a ERS-122. A VRS-315, pela região de Criúva, não é recomendada para veículos pesados.

Uma história que começou novamente em 2023

A situação atual também remete diretamente ao que a região viveu há três anos.

Em setembro de 2023, a ponte foi interditada depois que uma enchente provocou danos em um de seus pilares. Naquele momento, o DNIT declarou situação de emergência e posteriormente contratou uma obra de recuperação. O SMO acompanhou as diferentes etapas do processo, desde a interdição até a execução dos serviços.

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A recuperação iniciada no final daquele ano teve investimento de aproximadamente R$ 4,28 milhões, com execução da SOGEL Construtora. O pilar danificado foi removido e reconstruído, e a obra avançou ao longo dos meses seguintes até a retomada do tráfego.

Na época, o próprio SMO acompanhou de perto o canteiro, registrando a evolução dos trabalhos e as etapas de reconstrução.

Agora, três anos depois, a mesma ponte volta a ser atingida por uma ocorrência de grandes proporções.

A diferença desta vez: há uma solução emergencial e outra definitiva

O anúncio desta semana traz uma perspectiva que não existia de forma tão clara em 2023.

O Ministério dos Transportes informa que a intervenção emergencial será feita para reforçar a estrutura atual e possibilitar o restabelecimento do tráfego com segurança.

Ao mesmo tempo, a ponte está incluída no Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (Proarte). Nesse planejamento, a estrutura existente será demolida e substituída por uma nova ponte.

São, portanto, duas etapas distintas: uma intervenção emergencial para recuperar a ligação e permitir a retomada do tráfego e, em paralelo, o planejamento para uma nova estrutura. A construção da nova ponte é independente dos serviços emergenciais.

O que ainda não foi anunciado

Apesar da notícia positiva, alguns pontos importantes ainda dependem de definição.

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Até o momento, o Ministério dos Transportes não divulgou:

  • uma data para a reabertura da ponte;
  • o prazo para conclusão da intervenção emergencial;
  • o valor específico dos serviços emergenciais;
  • o cronograma da futura construção da nova ponte;
  • o valor previsto para a nova estrutura;
  • detalhes sobre o projeto da nova ponte.

Essas informações deverão ser conhecidas à medida que a inspeção técnica seja concluída e o DNIT defina os serviços necessários.

Um passo importante para toda a região

A ponte do Rio das Antas não é apenas uma estrutura física sobre o rio. Ela é uma ligação fundamental para moradores, trabalhadores, empresas, produtores, transportadores e para quem circula diariamente entre São Marcos, Campestre da Serra, Caxias do Sul, Vacaria e outras cidades da região.

Por isso, a confirmação de uma intervenção emergencial e, principalmente, a previsão de uma nova ponte para substituir a estrutura existente, representa uma perspectiva diferente daquela vivida nos primeiros dias da interdição.

O momento ainda exige cautela: a ponte continua fechada e não há data de liberação.

Mas, depois de uma semana em que a prioridade foi identificar o risco, interditar a estrutura e compreender a extensão dos danos, o cenário começa a avançar para a próxima etapa: buscar a recuperação da ligação no curto prazo e construir uma solução definitiva para o futuro.

O São Marcos Online seguirá acompanhando as próximas etapas diretamente no local e junto aos órgãos responsáveis, mantendo a comunidade informada sobre prazos, obras, desvios e qualquer mudança nas condições de circulação.

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