Uma ocorrência registrada na madrugada desta segunda-feira (29) mobilizou a guarnição do Corpo de Bombeiros Militar de São Marcos e destacou a importância da rapidez no atendimento em situações de emergência.
Por volta das 5 horas da manhã, Vinícius Nunes chegou ao quartel acompanhado da esposa Marisa Ribeiro e carregando a filha, Maria Alice de apenas quatro anos, que apresentava uma crise convulsiva. A equipe iniciou imediatamente a avaliação primária e aplicou o protocolo de atendimento para esse tipo de ocorrência.
Conforme o registro dos bombeiros, quando a criança recebeu os primeiros cuidados, os tremores já se manifestavam de forma mais leve, indicando que ela estava na fase final da convulsão, conhecida como período pós-ictal.
Durante o atendimento, o pai informou aos socorristas que aquele era o primeiro episódio convulsivo da filha. Atenderam a ocorrência os plantonistas daquela noite, sargento Fontoura, soldado Aquino e o servidor Municipal Zanchett.
Após a estabilização inicial, a menina foi levada imediatamente ao Hospital São João Bosco, onde foi entregue aos cuidados da equipe médica. Os bombeiros permaneceram no local por cerca de dez minutos auxiliando no atendimento hospitalar.
De acordo com o boletim da corporação, devido ao estado de agitação da criança, não foi possível realizar com precisão a aferição da pressão arterial e da saturação de oxigênio. No hospital, a equipe médica iniciou oxigenoterapia suplementar para contribuir com a estabilização do quadro clínico.
Febre surgiu rapidamente
Em entrevista ao São Marcos Online, o pai da criança, Vinicius Nunes, explicou que a familia havia procurado atendimento médico anteriormente por apresentar tosse e dor abdominal, mas, naquele momento, não apresentava sinais de infecção.
"Ela foi examinada. A médica olhou garganta, ouvido, verificou tudo e não encontrou nenhuma infecção. Ela estava com dor de barriga e bastante gases. Recebeu um xarope, um medicamento para aliviar o desconforto e dipirona. Não havia nenhum indício de que pudesse acontecer algo mais grave", relatou.
Segundo ele, poucas horas depois, a situação mudou rapidamente.
“Por volta das quatro da manhã a febre apareceu muito rápido. Em questão de 20 ou 30 minutos ela já estava com febre alta e acabou convulsionando. Foi tudo muito rápido. A gente entrou em desespero, sem saber o que fazer, peguei ela no colo do jeito que eu sai da cama e saímos em busca de ajuda", contou.
A criança permaneceu em observação médica durante toda a segunda-feira, sendo submetida a exames laboratoriais para que a equipe médica pudesse identificar a causa da convulsão. Após apresentar melhora no quadro clínico, ela recebeu alta hospitalar.
No entanto, horas depois, já durante a noite, a menina voltou a apresentar sintomas e precisou retornar à Secretaria de Saúde para uma nova avaliação.
Após novos exames e reavaliação clínica, a equipe médica confirmou o diagnóstico de Influenza. Com o quadro estabilizado, a criança recebeu alta e seguirá o tratamento em casa, com medicação, repouso e acompanhamento dos familiares.
Mesmo com o desfecho positivo, o pai, Vinicius Nunes, reforça que a rapidez no atendimento prestado pelo Corpo de Bombeiros Militar foi determinante para enfrentar os momentos de maior apreensão.
"Minha esposa ficou sem saber o que fazer naquele momento. O atendimento dos bombeiros foi muito rápido. Eles nos atenderam imediatamente, cuidaram dela no quartel e logo fizeram o encaminhamento ao hospital. Foi um atendimento muito ágil. Hoje, sabendo que ela está em casa e se recuperan, só temos a agradecer a todos que nos atenderam."
O caso também serve de alerta para pais e responsáveis. Convulsões associadas à febre podem ocorrer em crianças pequenas e exigem atendimento médico imediato para estabilização do paciente e investigação da causa da febre. Neste caso, a origem do quadro foi confirmada como Influenza, e a menina permanecerá em recuperação domiciliar sob orientação médica.



