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Desenrola 2.0 amplia renegociação de dívidas e mira novo público endividado no Brasil

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Quem renegociar a dívida, ficará impedido de fazer apostas online por um ano.

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O governo federal lançou o Desenrola 2.0, uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas que ganhou destaque nacional ao ajudar milhões de brasileiros a regularizar pendências financeiras. A proposta desta segunda fase é ampliar o alcance da iniciativa, incluindo novos perfis de devedores e oferecendo condições ainda mais acessíveis para a quitação de débitos.

Assim como na primeira edição, o foco principal segue sendo a população com dificuldades de acesso ao crédito, especialmente pessoas de baixa renda e negativadas. No entanto, o Desenrola 2.0 deve trazer ajustes importantes, como a possibilidade de inclusão de dívidas mais recentes e a ampliação das faixas de renda contempladas.

Outro ponto central é a negociação direta com instituições financeiras e empresas credoras, com descontos que podem chegar a percentuais elevados, além de opções de parcelamento facilitado. A expectativa é de que o programa continue operando por meio de plataformas digitais, simplificando o processo e permitindo que os consumidores consultem e negociem suas dívidas de forma rápida.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan afirmou que o programa traz quatro categorias de Desenrola: para famílias, que pega o maior número de pessoas; o Desenrola Fies; o Desenrola Empresas; e o Desenrola Rural, para pequenos agricultores familiares, em geral assentados pela reforma agrária.

– O Desenrola famílias é a principal linha desse novo Desenrola, estamos indo numa linha de simplificação, de facilitar o acesso. Quem tem renda de até cinco salários mínimos vai ter acesso franqueado a essa renegociação de dívidas, seja de cartão de crédito, crédito pessoal, cheque especial procure a instituição financeira para fazer essa renegociação – explicou.

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Também há medidas voltadas para quem está devendo ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), como parcelamento em até 150 vezes, e mudanças para o consignado do INSS. Neste último caso, o compromentimento da renda vai cair de 45% para 40%, mas o prazo para pagamento do empréstimo será ampliado para 108 meses.

Dívidas de até R$ 100 terão alívio imediato. Os bancos vão limpar o nome desses endividados sem contrapartida de quem está devendo. Essa foi uma exigência do governo para que as instituições financeiras participassem do programa.

A iniciativa também tem impacto direto na economia, ao estimular o consumo e possibilitar que mais pessoas voltem a ter acesso ao crédito formal. Dados da etapa anterior indicaram adesão expressiva, com milhões de acordos firmados em todo o país.

O Desenrola 2.0 ainda depende de regulamentações finais para ser oficialmente lançado, mas já é tratado como uma das principais estratégias do governo para enfrentar o alto nível de endividamento das famílias brasileiras e fomentar a recuperação econômica.

Especialistas apontam que, além de renegociar dívidas, o programa também pode contribuir para a educação financeira da população, ao incentivar o planejamento e o uso consciente do crédito.

O que prevê o programa?

  • O novo Desenrola será focado na inadimplência no cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal não consignado e nas dívidas do Fies.
  • Na renegociação, os juros serão limitados a 1,99% ao mês.
  • Os descontos serão de 30% a 90% do valor da dívida inicial. O percentual vai depender da idade da dívida, ou seja, quão longa ela é.
  • Prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
  • Será possível sacar até 20% do saldo do FGTS para abater do saldo devedor.

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