Corsan explica envio de água para outras cidades e descarta impacto no abastecimento em São Marcos
Superintendente afirmou ao São Marcos Online que prática é comum entre municípios, prevista em contrato e não comprometeu o fornecimento local; falhas recentes foram operacionais.
Caminhão-pipa realiza captação de água em São Marcos durante operação de apoio entre municípios; segundo a Corsan, prática é comum, prevista em contrato e não comprometeu o abastecimento local. Foto: São Marcos Online.
A recente movimentação de caminhões-pipa saindo de São Marcos gerou questionamentos na comunidade, mas, segundo a Corsan/Aegea, trata-se de uma prática comum no sistema de abastecimento e que não trouxe prejuízos ao município.
Em entrevista ao São Marcos Online, o superintendente regional da companhia, Lutero Cassol, explicou que o envio de água para outras cidades ocorre dentro de uma lógica de cooperação entre municípios, e que São Marcos, inclusive, já foi beneficiado por esse mesmo mecanismo no passado.
Troca entre municípios é prática padrão
De acordo com Cassol, o sistema funciona como uma rede integrada, em que cidades se apoiam mutuamente em momentos de necessidade.
- Quando São Marcos enfrentou dificuldades recentes, recebeu água de municípios vizinhos
- Com o sistema estabilizado, passou a retribuir o apoio
- A prática é comum em concessionárias de saneamento em todo o país
O superintendente reforça que esse modelo não é recente e já existia antes mesmo da privatização da companhia, estando previsto em contrato.
“Se um município tem água disponível e o vizinho precisa, ele atende. E quando a situação se inverte, o apoio também acontece”, resumiu.
Envio ocorreu com abastecimento garantido
Um dos principais pontos destacados pela Corsan é que o envio de água só ocorreu porque o sistema local estava em condições seguras.
Segundo a empresa:
- Não houve falta de água durante o período em que cargas foram enviadas
- O abastecimento estava com reservatórios em nível satisfatório
- A operação foi feita com base em avaliação técnica
Cassol enfatizou que, em nenhum momento, a população foi prejudicada pela transferência.
Destino das cargas e situação atual
A Corsan confirmou que parte da água foi destinada a Flores da Cunha, município da Serra que depende majoritariamente de poços artesianos e possui menor disponibilidade de mananciais superficiais.
Atualmente:
- Nenhum caminhão está sendo enviado desde segunda-feira
- A operação foi pontual e já encerrada
Nível da barragem e segurança hídrica
Barragem em São Luiz está com nível bem abaixo que o normal, mas segundo a Corsan, há segurança hídrica no momento. Foto: São Marcos Online.
Outro ponto de atenção da comunidade diz respeito ao nível da barragem que abastece o sistema.
Segundo o superintendente:
- O nível está baixo, dentro do cenário de estiagem
- No entanto, o Rio Ranchinho, responsável por abastecer a barragem, não sofre impacto significativo
- O sistema segue com capacidade de reposição
Com isso, a Corsan assegura que não há risco imediato de desabastecimento por falta de captação.
Falta de comunicação gerou dúvidas
Cassol reconheceu que a principal falha da companhia foi na comunicação com a comunidade.
A ausência de informações claras sobre o envio de água acabou alimentando especulações e desconfianças.
“O consumidor que reclama tem razão. Nosso papel é informar com transparência”, destacou.
Falhas recentes foram operacionais
A empresa também reiterou que os episódios recentes de falta de água não estão relacionados ao envio para outras cidades, mas sim a problemas técnicos e operacionais já identificados.
Entre as causas:
- Falhas no sistema de bombeamento
- Ajustes necessários em equipamentos
- Instabilidades pontuais na operação
Segundo a Corsan, esses problemas já foram corrigidos e fazem parte do plano de ação em andamento.
Esclarecimento e foco nas soluções
A manifestação da companhia busca encerrar as dúvidas sobre o tema e reforçar que o sistema opera dentro de critérios técnicos.
Ao mesmo tempo, o foco segue na execução das medidas já anunciadas:
- Ampliação da capacidade da ETA
- Revisão do sistema
- Reforço na operação local
Com isso, a expectativa é de maior estabilidade no abastecimento nas próximas semanas, enquanto o município segue acompanhando e cobrando os resultados.












