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Corsan explica envio de água para outras cidades e descarta impacto no abastecimento em São Marcos

Superintendente afirmou ao São Marcos Online que prática é comum entre municípios, prevista em contrato e não comprometeu o fornecimento local; falhas recentes foram operacionais.

Atualizado em 01/04/2026 às 15:04, por Angelo Batecini.

Caminhão-pipa estacionado em rua de São Marcos realizando captação de água por hidrante, com mangueiras conectadas ao sistema e veículos ao redor.

Caminhão-pipa realiza captação de água em São Marcos durante operação de apoio entre municípios; segundo a Corsan, prática é comum, prevista em contrato e não comprometeu o abastecimento local. Foto: São Marcos Online.

A recente movimentação de caminhões-pipa saindo de São Marcos gerou questionamentos na comunidade, mas, segundo a Corsan/Aegea, trata-se de uma prática comum no sistema de abastecimento e que não trouxe prejuízos ao município.

Em entrevista ao São Marcos Online, o superintendente regional da companhia, Lutero Cassol, explicou que o envio de água para outras cidades ocorre dentro de uma lógica de cooperação entre municípios, e que São Marcos, inclusive, já foi beneficiado por esse mesmo mecanismo no passado.

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Troca entre municípios é prática padrão

De acordo com Cassol, o sistema funciona como uma rede integrada, em que cidades se apoiam mutuamente em momentos de necessidade.

  • Quando São Marcos enfrentou dificuldades recentes, recebeu água de municípios vizinhos
  • Com o sistema estabilizado, passou a retribuir o apoio
  • A prática é comum em concessionárias de saneamento em todo o país

O superintendente reforça que esse modelo não é recente e já existia antes mesmo da privatização da companhia, estando previsto em contrato.

“Se um município tem água disponível e o vizinho precisa, ele atende. E quando a situação se inverte, o apoio também acontece”, resumiu.

Envio ocorreu com abastecimento garantido

Um dos principais pontos destacados pela Corsan é que o envio de água só ocorreu porque o sistema local estava em condições seguras.

Segundo a empresa:

  • Não houve falta de água durante o período em que cargas foram enviadas
  • O abastecimento estava com reservatórios em nível satisfatório
  • A operação foi feita com base em avaliação técnica

Cassol enfatizou que, em nenhum momento, a população foi prejudicada pela transferência.

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Destino das cargas e situação atual

A Corsan confirmou que parte da água foi destinada a Flores da Cunha, município da Serra que depende majoritariamente de poços artesianos e possui menor disponibilidade de mananciais superficiais.

Atualmente:

  • Nenhum caminhão está sendo enviado desde segunda-feira
  • A operação foi pontual e já encerrada

Nível da barragem e segurança hídrica

Barragem em São Luiz está com nível bem abaixo que o normal, mas segundo a Corsan, há segurança hídrica no momento. Foto: São Marcos Online.

Outro ponto de atenção da comunidade diz respeito ao nível da barragem que abastece o sistema.

Segundo o superintendente:

  • O nível está baixo, dentro do cenário de estiagem
  • No entanto, o Rio Ranchinho, responsável por abastecer a barragem, não sofre impacto significativo
  • O sistema segue com capacidade de reposição

Com isso, a Corsan assegura que não há risco imediato de desabastecimento por falta de captação.

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Falta de comunicação gerou dúvidas

Cassol reconheceu que a principal falha da companhia foi na comunicação com a comunidade.

A ausência de informações claras sobre o envio de água acabou alimentando especulações e desconfianças.

“O consumidor que reclama tem razão. Nosso papel é informar com transparência”, destacou.

Falhas recentes foram operacionais

A empresa também reiterou que os episódios recentes de falta de água não estão relacionados ao envio para outras cidades, mas sim a problemas técnicos e operacionais já identificados.

Entre as causas:

  • Falhas no sistema de bombeamento
  • Ajustes necessários em equipamentos
  • Instabilidades pontuais na operação

Segundo a Corsan, esses problemas já foram corrigidos e fazem parte do plano de ação em andamento.

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Esclarecimento e foco nas soluções

A manifestação da companhia busca encerrar as dúvidas sobre o tema e reforçar que o sistema opera dentro de critérios técnicos.

Ao mesmo tempo, o foco segue na execução das medidas já anunciadas:

  • Ampliação da capacidade da ETA
  • Revisão do sistema
  • Reforço na operação local

Com isso, a expectativa é de maior estabilidade no abastecimento nas próximas semanas, enquanto o município segue acompanhando e cobrando os resultados.