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Caso de hantavírus registrado em Antônio Prado acende alerta para doença transmitida por roedores silvestres

Rio Grande do Sul registrou dois casos de contaminação por hantavírus, os quais não possuem relação com o surto de hantavirose ocorrido em um navio que partiu da Argentina

O outro caso identificado no Estado neste ano ocorreu no município de Paulo Bento, no norte gaúcho, e evoluiu para óbito.

Antônio Prado registrou um dos primeiros casos de hantavirose confirmados no Rio Grande do Sul em 2026. A informação foi divulgada pelas autoridades de saúde após a confirmação laboratorial do diagnóstico pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), em Porto Alegre. O outro caso identificado no Estado neste ano ocorreu no município de Paulo Bento, no norte gaúcho, e evoluiu para óbito.

Apesar do registro estar vinculado a Antônio Prado, a Secretaria Municipal da Saúde esclareceu que a contaminação não ocorreu no município. Conforme a secretária da Saúde, Meliny Gallio, a paciente é moradora pradense, porém estava em Vale Real no momento em que apresentou os sintomas e realizou a coleta dos exames.

Segundo a secretária, a paciente chegou a ficar internada em estado grave, necessitando inclusive de entubação, mas respondeu ao tratamento, recebeu alta hospitalar e se recupera bem. O caso foi contabilizado oficialmente para Antônio Prado em razão do Cartão SUS da paciente estar vinculado ao município onde reside.

A confirmação acende um alerta para a hantavirose, doença considerada endêmica no Brasil pelo Ministério da Saúde, especialmente em regiões rurais. A enfermidade é transmitida principalmente pelo contato com secreções de roedores silvestres infectados, como urina, saliva e fezes, além de mordidas desses animais.

Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dores musculares, dor de cabeça, dor lombar e náuseas. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para falta de ar, taquicardia, tosse seca, queda da pressão arterial e choque circulatório, caracterizando a chamada Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus.

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As autoridades de saúde destacam que os ratos urbanos, como ratazanas e camundongos domésticos, não são os principais transmissores dos tipos de hantavírus encontrados no Brasil. O maior risco está relacionado à exposição a roedores silvestres em atividades agrícolas, limpeza de galpões, colheitas, trilhas, pescarias e ambientes fechados com presença de poeira contaminada.

A Secretaria Estadual da Saúde também informou que os dois casos registrados no Rio Grande do Sul em 2026 não possuem qualquer relação com o surto de hantavirose investigado em um navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.

No caso de Paulo Bento, a confirmação ocorreu por critério clínico-epidemiológico, e as amostras foram encaminhadas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela análise definitiva da causa da morte.

Nos últimos anos, o Rio Grande do Sul vem registrando casos recorrentes da doença. Conforme dados do Estado, foram contabilizados oito casos em 2025, sete em 2024, seis em 2023, nove em 2022, três em 2021 e um em 2020.

Diante do cenário, especialistas reforçam a importância da prevenção, principalmente em áreas rurais. Entre as orientações estão manter galpões ventilados antes da limpeza, utilizar máscaras e equipamentos de proteção ao manusear locais fechados, evitar contato com roedores silvestres e armazenar alimentos corretamente para impedir a aproximação desses animais.

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