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Barragem de São Luiz: São Marcos segue em emergência e retorno dos moradores depende de três condições

Município aguarda redução do nível da barragem e conclusão do tamponamento das fissuras para avançar do estado de emergência para alerta; estrada na área de risco permanece bloqueada e retorno dos moradores depende de avaliação técnica.

Barragem de São Luiz: São Marcos segue em emergência e retorno dos moradores depende de três condições
Foto: Prefeitura de São Marcos

A Prefeitura de São Marcos e a Defesa Civil atualizaram, na tarde desta sexta-feira (25), a situação da Barragem de São Luiz, que permanece em estado de emergência após a identificação de fissuras na estrutura.

Apesar da redução do nível da água nos últimos dias, ainda não há autorização para o retorno dos moradores às residências. No início da tarde desta sexta, o reservatório registrava 3,49 metros. A marca considerada segura é de 3,40 metros.

Para que o município possa deixar a situação de emergência e avançar para o nível de alerta, ainda é necessário cumprir uma série de condições técnicas.

Tamponamento das fissuras é etapa decisiva

Entre as medidas adotadas está o tamponamento subaquático das fissuras identificadas na barragem, trabalho realizado por mergulhadores especializados.

O procedimento exige que as bombas sejam desligadas temporariamente para garantir a segurança dos profissionais que atuam dentro do reservatório. Ao mesmo tempo, é necessário manter uma quantidade mínima de água na barragem para assegurar o abastecimento da população de São Marcos.

Segundo o prefeito Volmir Rech, a estimativa é de aproximadamente três horas para a conclusão do trabalho dos mergulhadores. Depois disso, as equipes poderão retomar a operação de redução do nível da água até alcançar a cota considerada segura.

A expectativa apresentada durante a atualização é de que, caso as condições previstas sejam cumpridas, o status da barragem possa ser alterado ainda na noite desta sexta-feira.

A redução do nível do reservatório já representa uma diminuição da pressão exercida sobre a estrutura. No entanto, a permanência do estado de emergência indica que ainda não estão reunidas todas as condições necessárias para a liberação da área e o retorno da população.

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Três condições precisam ser atendidas

O coordenador regional de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel Marcelo Almeida de Souza, explicou que existem três condicionantes principais para que os moradores possam retornar às suas casas:

redução do nível da água para uma condição considerada segura;

conclusão e confirmação da solução das fissuras;

comprovação de que a estrutura da barragem apresenta condições de segurança para a comunidade.

Somente após essas etapas e a avaliação técnica será possível uma decisão oficial sobre a mudança do nível de emergência e a retirada das medidas preventivas.

Caso a cota segura seja alcançada e as fissuras estejam devidamente estancadas, a previsão apresentada é de que o retorno dos moradores possa ocorrer entre esta sexta-feira e sábado. A liberação, entretanto, dependerá da avaliação das equipes responsáveis e será comunicada oficialmente pelo Comitê de Crise, atualmente coordenado pela Defesa Civil Estadual.

Rodovias da área de risco continuam interditadas

Enquanto a situação permanece em emergência, as rodovias que integram a área de risco continuam interditadas, sem liberação para o trânsito de veículos.

Acessos excepcionais poderão ocorrer somente em situações indispensáveis, como atividades relacionadas a animais, e dependerão de autorização, terão tempo determinado e deverão contar com acompanhamento do Corpo de Bombeiros ou de forças policiais.

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A orientação é para que a população respeite as restrições estabelecidas pelas autoridades e não tente acessar as áreas isoladas por conta própria.

Chuvas previstas para o fim de semana aumentam a atenção

Outro fator considerado pelas autoridades é a previsão de novas chuvas para o fim de semana, com possibilidade de volumes elevados e ocorrência de granizo na região.

Por isso, mesmo com a redução do nível da barragem, o monitoramento permanece contínuo. Estão sendo utilizados sistemas de telemetria, acompanhamento topográfico e outros mecanismos de controle da estrutura.

A Corsan também informou que novas intervenções estão sendo avaliadas na barragem, levando em consideração inclusive a ocorrência de eventos climáticos mais intensos.

Mais de 100 profissionais mobilizados

Desde o início da ocorrência, mais de 100 profissionais de diferentes órgãos, forças de segurança e instituições foram mobilizados para atuar na operação.

O alerta de risco de rompimento foi emitido na quarta-feira (23), após a identificação de fissuras na estrutura. Como medida preventiva, famílias residentes nas áreas próximas foram retiradas de suas casas e permanecem fora da zona de risco até que haja uma avaliação definitiva sobre a segurança do local.

A situação também provocou alterações na rotina escolar.

As aulas da Escola Municipal Antônio Pessini permanecem suspensas. Caso a situação da barragem se prolongue pelos próximos dias, os cerca de 220 alunos deverão ser temporariamente transferidos para o Colégio Estadual São Marcos.

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Decisão será comunicada oficialmente

Uma nova reunião do Comitê de Crise e Desastres Climáticos está prevista para esta sexta-feira, quando o cenário deverá ser novamente avaliado pelas autoridades.

Até que sejam cumpridas todas as condições técnicas, São Marcos permanece em situação de emergência.

A Prefeitura reforça que qualquer alteração no nível de criticidade da barragem, assim como eventual autorização para o retorno dos moradores, será comunicada oficialmente pelos canais das autoridades responsáveis.

A orientação neste momento é que a população permaneça atenta às informações oficiais e respeite as áreas interditadas e as medidas de segurança determinadas pela Defesa Civil.

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