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Após acidentes com amputações, RAV passa por adequações e é vistoriada por sindicato em São Marcos

Casos graves registrados em 2025 seguem repercutindo; empresa apresenta medidas de segurança enquanto sindicato acompanha e cobra garantias aos trabalhadores.

Atualizado em 09/04/2026 às 14:04, por Angelo Batecini.

Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região durante reunião e vistoria nas instalações da RAV Componentes, em São Marcos, acompanhando as adequações de segurança após acidentes de trabalho.

Sindicato acompanha de perto as mudanças na RAV e realiza vistoria nas máquinas após casos de amputação registrados em 2025. Crédito: Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região.

Os acidentes de trabalho registrados na empresa RAV Componentes, em São Marcos, ao longo de 2025, que deixaram duas trabalhadoras com amputações, seguem gerando desdobramentos em 2026, agora com foco em adequações, fiscalização e prevenção.

Nesta semana, representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região estiveram na fábrica a convite da própria empresa para verificar as mudanças implementadas após os casos que chocaram a comunidade.

A vistoria ocorre meses depois de um dos episódios mais graves: em outubro do ano passado, uma trabalhadora teve os dois polegares amputados durante a operação de uma máquina sem sistema de segurança, em desacordo com a NR-12.

Pouco antes, outro caso semelhante já havia sido registrado, com a amputação de quatro dedos de uma funcionária.

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Empresa apresenta medidas e abre portas para fiscalização

De acordo com o sindicato, a reunião e a vistoria fazem parte de um novo momento: o de acompanhamento das adequações exigidas pelo Ministério do Trabalho.

Durante a visita:

  • Foi apresentado um relatório atualizado das medidas adotadas
  • As máquinas envolvidas nos acidentes foram interditadas
  • Uma delas já passou por readequação e voltou a operar
  • A outra segue fora de funcionamento 

Além disso, a empresa informou que as trabalhadoras vítimas estão recebendo acompanhamento, incluindo suporte após os acidentes.

O movimento de abrir a fábrica para vistoria e apresentar mudanças é visto como um sinal de disposição para corrigir falhas e avançar em segurança.

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Atuação sindical: cobrança, mediação e acompanhamento

Desde os primeiros դեպóimentos, o sindicato tem atuado em três frentes:

  • Denúncia e intervenção imediata, com pedido de interdição da máquina
  • Ação junto ao Ministério do Trabalho, exigindo fiscalização
  • Mediação com a empresa, buscando medidas concretas de segurança

Ainda em novembro de 2025, a entidade já havia solicitado formalmente a interdição do equipamento e indicado a possibilidade de ação judicial por indenização.

Na sequência, promoveu reuniões com a empresa e o Simecs, cobrando um plano estruturado de segurança para o parque de máquinas.

Agora, o discurso é de acompanhamento contínuo.

“A nossa preocupação é com a qualidade de vida dessas trabalhadoras e com a construção de um ambiente seguro, com zero acidentes”, destacou o presidente do sindicato, Paulo Andrade.

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O drama que ainda marca as vítimas

Se hoje o foco está na correção, o passado recente ainda pesa, e muito.

As histórias das trabalhadoras atingidas foram contadas em profundidade pelo São Marcos Online na reportagem especial:

Leia mais:

Nos relatos, ficam evidentes:

  • Sequelas permanentes nas mãos
  • Dificuldade para tarefas simples do dia a dia
  • Incertezas sobre retorno ao trabalho e renda
  • Impactos psicológicos profundos

As próprias vítimas relataram que a máquina já apresentava riscos antes dos acidentes e que havia receio de denunciar.

Relembre os principais momentos do caso

Leia mais:

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Leia mais:

Um alerta que vai além de um caso

O episódio da RAV expôs uma realidade mais ampla.

Segundo o sindicato, São Marcos possui cerca de 30 empresas metalúrgicas e milhares de trabalhadores, e há preocupação de que problemas de segurança possam não ser casos isolados.

O crescimento da indústria local, apontam as entidades, nem sempre tem sido acompanhado por investimentos proporcionais em:

  • manutenção de máquinas
  • qualificação
  • prevenção de acidentes

Entre o passado e o que vem pela frente

O caso da RAV hoje se divide em dois momentos claros:

  • 2025: acidentes graves, denúncias e comoção
  • 2026: fiscalização, ajustes e tentativa de reconstrução

A abertura da empresa para diálogo e as medidas já implementadas indicam um avanço, mas o acompanhamento segue sendo fundamental.

Para o sindicato, o objetivo é claro: evitar que histórias como as de 2025 se repitam.

Para as trabalhadoras, o impacto permanece, como um lembrete de que segurança no trabalho não é protocolo, é necessidade básica.