Agesan aponta 155 inconformidades e aplica R$ 43 mil em penalidades à Corsan em São Marcos
Durante atendimento da ouvidoria itinerante realizado nesta quarta-feira (8) em São Marcos, a AGESAN-RS apresentou balanço das fiscalizações ao SMO, detalhou penalidades aplicadas e orientou a população sobre como formalizar reclamações.
Atendimento da ouvidoria itinerante da AGESAN-RS ocorreu em frente ao escritório da Corsan em São Marcos nesta quarta-feira (8), orientando moradores sobre registro de reclamações e protocolos. Créditos: Agesan / Especial São Marcos Online
Após a realização do atendimento da ouvidoria da AGESAN-RS em São Marcos nesta quarta-feira (8), a agência trouxe um panorama atualizado sobre a situação dos serviços de saneamento no município, além de reforçar orientações importantes à população.
Em entrevista ao São Marcos Online, o diretor-geral da Agesan, Thiago Luiz Gomes, destacou que já foram identificadas 155 inconformidades na atuação da Corsan em São Marcos.
Segundo ele, as irregularidades apontadas pela agência resultaram em penalidades que somam cerca de R$ 43 mil.
“Vale ressaltar que foram 155 não conformidades apontadas no município para com o prestador de serviço. Isso acabou gerando penalidades na ordem de 43 mil reais”, afirmou.
Ouvidoria itinerante e participação da população
O diretor também explicou que ações como a ouvidoria itinerante têm justamente o objetivo de ampliar o acesso da população aos canais da agência reguladora.
“Todos esses movimentos, inclusive a ouvidoria itinerante, são para dar espaço para o usuário poder se manifestar conosco. Quanto maior a mobilização da população, melhor nesses movimentos”, destacou.
Apesar disso, ele avaliou que a participação em São Marcos foi considerada baixa durante o atendimento desta quarta-feira.
“Foi baixo. Tomara que isso reflita que está melhorando a qualidade do serviço e que vai diminuir com o tempo as não conformidades apontadas pela agência e, portanto, as multas aplicadas”, completou.
Fluxo correto: Corsan primeiro, Agesan depois
Outro ponto reforçado pela Agesan é o caminho que o consumidor deve seguir ao enfrentar problemas como falta de água, vazamentos ou cobranças indevidas.
De acordo com Thiago Luiz Gomes, a Corsan é sempre a primeira instância de atendimento, e os registros devem ser feitos diretamente pelos canais oficiais da companhia, como o telefone 0800 ou o WhatsApp.
“Sequer precisa entrar em contato por telefone. O próprio WhatsApp da Corsan já disponibiliza campos específicos para essas solicitações”, explicou.
Entre as demandas que podem ser registradas estão:
- vazamentos
- desabastecimento
- contestação de faturas
Importância do protocolo
O diretor enfatizou que o protocolo gerado junto à Corsan é fundamental para dar andamento às reclamações.
“É fundamental que a população gere o protocolo. Isso cria evidências da quantidade de melhorias que a companhia deve fazer e permite o rastreio por parte da agência reguladora”, afirmou.
Sem esse registro, segundo ele, a atuação da agência fica limitada.
Quando acionar a Agesan
Caso não haja solução por parte da Corsan, o usuário deve então recorrer à Agesan, que atua como segunda instância.
Para isso, é necessário apresentar o número do protocolo já registrado.
A partir daí, a agência pode:
- cobrar providências da concessionária
- instaurar processos administrativos
- e, em casos mais graves, avançar para outras esferas
“Podemos, inclusive, sair da esfera administrativa regulatória e dar celeridade, chegando até a esfera judicial, se necessário”, explicou.
Canais da ouvidoria da Agesan
A população pode entrar em contato com a ouvidoria da AGESAN-RS pelos seguintes canais:
- 📞 0800 646 6444
- 📞 0800 222 4022
- 📧 ouvidoria@agesan-rs.com.br
O atendimento telefônico ocorre em horário comercial:
- das 9h30 às 12h
- e das 13h30 às 16h30
Fiscalização depende da participação
O pós-atendimento em São Marcos evidencia um cenário de fiscalização ativa por parte da Agesan, com apontamentos, penalidades e acompanhamento do serviço prestado.
Ao mesmo tempo, reforça um ponto central: a efetividade das ações depende diretamente da participação da população, por meio do registro formal das ocorrências.
Sem esse fluxo, Corsan como primeira instância e Agesan como segunda, a agência alerta que fica mais difícil garantir melhorias contínuas no abastecimento e reduzir o número de não conformidades no município.












