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Saneamento é questão de saúde pública

São Marcos conta apenas com serviço de rede mista de esgoto em 92% dos domicílios

Podemos observar que países da Europa já adotam medidas para o tratamento de esgoto, e o quanto contribuiu para a despoluição do “Rio Reno” localizado na Suíça. Rio este que percorre 1200 km, até desaguar no litoral Holandes. Movimento que também vem acontecendo no  Rio Sena – França e no Rio Tamisa – Inglaterra. 

Rio Tamisa

Nós contamos hoje com serviço de rede mista de esgoto em 92% dos domicílios, segundo a secretaria municipal do meio ambiente, acontece através do sistema de drenagem pluvial, após o esgoto passar por meio de fossa séptica e sumidouro.

André Viana, gerente da Corsan de São Marcos, relata que o solo “acentuado” característico da região serrana, acaba inviabilizando a adesão de uma rede de coleta absoluta no município, levando em consideração a quantidade de escavação e detonação que seria necessário.

Em Caxias do Sul, tem o mesmo tipo de solo e  um projeto de lei n° 6.158 de 17 de dezembro de 2003, que prevê o afastamento e tratamento de esgoto sanitário  em todo município. Hoje conta com 10 estações de tratamento de esgoto. 

Entramos em contato com o professor Lademir Luiz Beal, Eng. Químico, pela Fundação Universidade de Rio Grande, Mestre e Doutor em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pelo Instituto de Pesquisas  Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS). Hoje, é professor e pesquisador da Universidade de Caxias do Sul e coordenador de mestrado profissional em Engenharia e Ciências Ambientais. 

O professor Beal, relatou em nossa conversa a importância  do tratamento e uso da tecnologia para a resolução de problemas ambientais, fazendo com que nossos descartes retornem à natureza  o mais próximo possível sem poluição  ou mesmo na geração de energia, como o Biogás e o Biometano, através da fermentação dos esgotos. 

 Para Lademir, o maior desafio hoje na serra gaúcha, não é o financeiro. “É a conscientização de uma política de gestão que vai além de quatro anos de mandato, pois tecnologia e pesquisa temos em todo território nacional”, Afirma o professor. 

Também conversamos sobre os impactos causados pela falta de tratamento dos esgoto, que acabam gerando um decréscimo na qualidade da água que bebemos,  resíduos não tratados como devem retornam aos rios e centrais de abastecimentos, causando danos graves à vida aquática e à saúde humana,  portanto gerando impactos indiretos na economia, acarretando maiores investimentos na saúde pública.  

Outro ponto destacado foi a questão da possível privatização da Corsan, que ainda pode ocorrer em 2021 ou início de 2022. Para Lademir, é uma questão que deve ser tratada com cuidado, principalmente nas questões sociais. A população brasileira já sofre com a desigualdade, onde a tarifa social não alcança, não há investimentos, apenas o empobrecimento da região. Os valores obtidos na privatização, no futuro, se tornarão gastos em saúde pública. E o direito à água é um bem de todos, sem distinções.

São Marcos não tem acesso a rede de coleta e tratamento de esgoto, a realidade que assombra diversos municípios brasileiros, é motivo de discussão para a sociedade e ambientalistas, promovendo então o debate público em relação à água no planeta, que forma 70% do globo terrestre, porém apenas 1% é de água doce. Preservar é garantir que as próximas gerações tenham acesso à água potável, os gestos que promovem o cuidado  fazem toda diferença.

 

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4 COMENTÁRIOS

  1. Qdo tu diz no inicio do texto, q na Europa já adotam medidas com saneamto, tu estas mal informado.
    Na Europa séculos a.c.já existiam redes de esgoto.
    A propria História conta.
    Estamos mto aquém de países da Europa. Infelizmte.
    Se ao menos as residências tivessem fossa septica +fltro + sumidouro seria um belo começo.
    E tenho bagagem p falar, pois sou Arqtta a apenas 31anos.
    Lamentavelmte continuaremos nesse atraso.

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