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Casal de irmãos falece de causas naturais com 7 horas de diferença em São Marcos

Humberto Frederico Scain; 83 anos ainda não havia sido informado da morte da irmã, Santina Scain Sanguanini; 94 anos. Ela estava internada no hospital de São Marcos e ele faleceu após passar mal em casa

Dois irmãos conhecidos na sociedade são-marquense por seus trabalhos em prol da comunidade, morreram com a diferença de cerca de 7 horas esta semana. O caso aconteceu entre a noite de terça-feira (2) e a manhã de quarta-feira (3) em São Marcos.

De acordo com a família, Santina Scain Sanganini estava internada no hospital São João Bosco em decorrência de uma isquemia. “Fazia 15 dias que ela estava no hospital e a gente percebia que ela não tinha melhora, ela estava prestes a receber alta porque os médicos disseram que não tinha mais o que fazer, então ela iria pra casa na segunda-feira. No domingo ela acabou tendo um AVC, o quadro piorou e a Santina veio a óbito no dia 2, terça-feira, por volta das 22h40”, detalha a família.

De acordo com Fernando Antônio Scain, filho de Humberto, a família optou por não contar sobre a morte de Santina naquele momento e fariam isso na manhã da quarta-feira. Humberto estava em casa, e com boa saúde, segundo o filho. “Nós tínhamos levado ele no médico na terça pela manhã porque ele havia caído uns dias antes e estava se queixando de dores na coluna, mas em geral, ele estava bem”

Durante o velório de Santina, na quarta-feira de manhã, Fernando recebeu uma ligação da cuidadora dizendo que seu pai estava passando mal. O Samu foi acionado e o idoso foi encaminhado ao hospital onde os médicos tentaram reanimá-lo, sem sucesso. Humberto teve um infarto.

“Eram duas pessoas extremamente ligadas entre si, muito religiosas e ligadas à comunidade. A Santina sempre foi protetora do irmão, ela foi uma das idealizadoras do Grupo de Idosos, ajudava na igreja e o meu pai (Humberto) tinha muito conhecimento sobre plantas, as pessoas iam lá na casa dele buscar plantas com fins medicinais, frequentador assíduo da sauna da AMSM, contribuía com o eucalipto para utilizar no ambiente”, acrescenta o filho.

Fernando descreve a relação dos pai e da tia como ‘uma relação de almas’, o casal tinha mais 9 irmãos, sendo que 4 estavam vivos até então. “A Santina chamava muito pelo meu pai nos dias em que ficou no hospital, eles sempre foram muito ligados, tudo o que ela fazia na casa dela ela fazia também pra ele, era uma ligação muito forte. A gente não sabe nem explicar essa coincidência”.

Os irmãos tiveram os atos fúnebres realizados no mesmo horário, os velórios aconteceram na sala A das capelas São José e os dois foram sepultados no Cemitério Público Municipal às 17h de quarta-feira (3).

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