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Moção de repúdio contra Brochetão não foi aprovada pela Câmara de São Marcos

Matéria protocolada pelos vereadores de PP e PTB teve quatro votos favoráveis e cinco contrários. Votaram a favor os vereadores progressistas Juca Camargo, Luci Casarotto, Fabiana Dutra de Oliveira e a petebista Carla Scopel

Além do presidente Brochetão, que desempatou a votação, foram contra o pedetista Nestor Morandi e os parlamentares do MDB Ivana Miotto Polo, Ronaldo Giotti e Patrícia Camassola Tomé, vereadora que foi chamada de “arrogante, prepotente e orgulhosa” por Brochetão. Era dela que Juca Camargo esperava o voto favorável à aprovação da matéria, conforme áudio (abaixo) que circulou pelo WhatsApp.

A Moção de Repúdio contra Brochetão foi protocolada diante de três atos de violência verbal cometidos pelo presidente da Câmara em nove meses no cargo envolvendo Patrícia, Juca (a quem Brochetão chamou de boi manso, mandando calar a boca e ir para o inferno) e Luci (que teve a palavra cassada).

A matéria repudiava a “atitude autoritária de inibir o pronunciamento da Vereadora Maria Luci Girardello Casarotto, cassando a palavra da mesma em assuntos de ‘ordem do dia’, bem como de limitar o direito de comunicação de líder do Vereador José Oswaldo Diemer de Camargo, o que fere frontalmente o Regimento Interno desta casa, além dos princípios democráticos da livre expressão e manifestação, subjugando os interesses dos seus membros de expor livremente sua forma de pensar, sendo um ato atentatório a dignidade e, consequentemente, a nossa lei maior de que todos são iguais perante a lei”, conforme trecho da Moção de Repúdio reprovada na sessão legislativa desta segunda (4).

A moção foi negada por 5 votos contra 4, contando com o voto de desempate do próprio presidente. Na última semana, vazou áudio de Juca em que tentava persuadir Patrícia para que votasse favorável a matéria que repudiava Brochetão. Ambos são da base governista.

Apesar do Facebook ter voltado a funcionar por volta das 19h30, não houve transmissão da sessão legislativa pelas redes sociais. Segundo a Assessoria de Comunicação da Câmara, “a Sessão Ordinária não foi transmitida pelo Facebook por conta da rede social estar fora do ar globalmente”.

Em seu perfil no Facebook, Patrícia transcreveu sua fala na sessão. Confira na íntegra:

“Primeiramente eu quero pedir desculpas aos eleitores e ao povo são-marquense pelo cenário que estamos vivendo no Poder Legislativo, denigrindo a imagem de todos os vereadores e consequentemente do município de São Marcos.
Referente à Moção de Repúdio ela cita sobre “a sessão realizada no dia 08 de setembro que
desestabilizou a harmonia que deve sempre nortear os interesses desta casa”.
Pois bem, quando o Presidente Antonio Luiz Brochetto (PDT) cessa a palavra de uma vereadora e está no direito dela justificar o voto, ele não está cumprindo o Regimento Interno, o qual nos artigos 149 e 150 contemplam sobre a declaração de voto. Quando este mesmo Presidente grita alterando o tom de voz com vários colegas, e até, em outra data, dando adjetivos desfavoráveis, estamos vivendo uma violência psicológica. Sou totalmente desfavorável à falta de educação e a estas atitudes.
Por outro lado, quando colegas, José Oswaldo de Camargo e Luci Casarotto, pedem adiamento de votação – um projeto que passou pelas comissões, teve todo o seu tempo para ser analisado. Projeto que, no momento da votação, buscava inserir São Marcos ao programa NEGOCIA RS, um programa que tem por objetivo sanar uma dívida que o Governo do Estado tem com São Marcos, dívida que iniciou no Governo Tarso Genro, se estendeu no Governo Sartori e está tendo continuidade no Governo Eduardo Leite, só aumentando o valor da dívida. Sanar como? O município negocia um imóvel do Governo, um exemplo, a antiga escola João Polo lá do Bairro Michelon. O prédio, terreno fica de São Marcos e não mais do Governo. Quando colegas votam desfavorável a um projeto desta natureza, estes colegas também não estão legislando para uma harmonia de desenvolvimento de São Marcos, de progresso, substantivo este que compõe o nome do PP.
Eu espero que, a partir desta vivência negativa aqui no Poder Legislativo, a linguagem dentro desta Casa seja simples, clara, em tom normal, respeitosa, educada e sem metáforas.
É nosso dever enquanto vereador/vereadora exercer o mandato com dignidade e respeito; promover a defesa dos interesses populares e municipais.
Lembro ainda que existe um CÓDIGO DE ÉTICA PARLAMENTAR na Câmara, que se instale uma Comissão de Ética se for necessário.
Eu Patrícia, vereadora e cidadã, afirmo que está intolerável esta situação no Poder Legislativo. Convido a todos os colegas para realmente “trabalhar com harmonia” nesta Legislatura.”
Minha bandeira é São Marcos. Chega de retrocesso. Chega de falta de respeito. Chega de segurar projetos que buscam o desenvolvimento. Chega da velha politica.
Avante!”

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