12 C
São Marcos
InícioArtigoConheça os desafios da primeira infância, a 'fase ouro' na educação infantil

Conheça os desafios da primeira infância, a ‘fase ouro’ na educação infantil

Até os seis anos os humanos tem sua formação psíquica estruturada, por isso, a atenção aos estímulos adequados pavimenta o caminho para um adulto emocionalmente saudável. Entenda mais no artigo da psicopedagoga e psicanalista, Taine Siota

A fase que envolve a faixa etária das escolas de educação infantil, é fase mais importante do desenvolvimento humano, a gente costuma chamar de fase ouro pela sua importância.

 É na primeira infância, que envolve as idades do nascimento até os 6 anos de idade, que se está estruturando a formação psíquica do sujeito. Por isso a importância de se ter uma atenção especial nessa faixa etária, de dar um suporte maior para as crianças. Uma primeira infância com cuidados, amor, atenção e estímulos adequados, pavimenta o caminho para que a criança aproveite todo seu potencial e possa se tornar um adulto mais saudável emocionalmente. 

Uma questão que os pais apresentam bastante dúvidas e até mesmo algumas divergências no modo de pensar é sobre a famosa birra da criança.  Na verdade a birra não é sinônimo de criança mal educada ou malcriada.  É importante a gente saber que as crianças são instintivas, elas reagem a fome, o medo, a raiva de forma primitiva. A criança não tem maturidade cerebral para lidar com as emoções especialmente a raiva e o medo.

Crianças utilizam basicamente o cérebro primitivo, que é responsável por trazer reações emocionais diante de um problema e este cérebro reage sem pensar de forma lógica.  Se para nós adultos já é difícil se autocontrolar, algumas vezes, imagina para uma criança que neurologicamente não tem essa capacidade.

Então é muito importante no momento de descontrole da criança, que os pais possam a ajudá-la entender o que ela está sentindo. Não é ceder às vontades da criança, se você disse não para determinada situação, cumpra o não, mas não esqueça de conversar com ela, de nomear o sentimento, de dizer que você entende o que ela está sentindo. 

Alguns medos também são comuns em alguns momentos do desenvolvimento, como por exemplo, em bebês é comum estranhar algumas pessoas, chorarem quando a pessoa não é tão conhecida da criança, às vezes é conhecida da família de seus pais, mas não do bebê, depois mais ou menos por volta dos 2 – 3 anos é muito comum aparecerem os medos de escuro, de monstros, de insetos. Mais ou menos aos 5 – 6 anos de idade, os medos começam a ficar mais concretos, menos fantasiosos, medo de ladrão, do trovão, do cachorro. Nesse momento, de medo, é importante os pais respeitarem este sentimento da criança, porque na verdade para as crianças isso é real, o medo existe mesmo. É importante conversar sobre o assunto, não ignorando aquele sentimento. É preciso mostrar que ter medo é normal e que todos nós temos medo de algo. Conversando com a criança é a melhor forma de criar estratégias para que junto com ela, se possa dominar esse sentimento. Porém se o medo for excessivo, trazendo juntamente sintomas físicos e esse medo esteja influenciando no dia a dia da família, é fundamental procurar ajuda de um profissional.  

Outra situação que é bem importante para a saúde emocional da criança é permitir que a criança assista várias vezes o mesmo desenho, escute várias vezes a mesma história. Na verdade, essa repetição, é a criança tentando elaborar várias questões emocionais da vida dela, através do filme, do desenho, da história, ou da própria brincadeira. Os desenhos, as histórias infantis ou o brincar, ajudam a criança a elaborar suas emoções.

Outra questão que pode influenciar no humor da criança é a questão do sono, uma noite mal dormida, pode proporcionar sintomas de irritabilidade e inquietude na criança. 

O sono é essencial no desenvolvimento de várias funções cerebrais, dormir pouco ou dormir mal, reduz a capacidade de manter a atenção, influenciando na nossa memória e no nosso humor.

Então, é importante para que a gente consiga promover um sono mais adequado na criança é se ter uma rotina. Proporcionar atividades mais calmas horas antes de dormir, evitar aparelhos eletrônicos. Deixar a criança ter seu espaço, seu quarto, sua cama. É bacana criar um ritual de pré-soninho, que vai ajudar a criança a entender que chegou a hora de dormir, colocar o pijama, escovar os dentes, ouvir uma história, enfim, cada família tem sua rotina. 

Destaques

Últimas

Conteúdo relacionado

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui